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O declínio de uma potência: a Grã-Bretanha já não manda nos mares

A Grã-Bretanha gasta em diplomacia ucraniana a energia que devia gastar a reparar os seus navios de guerra e a tentar — pelo menos — minorar o descalabro em que se encontra o país.

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Em Março de 2026, o único “destroyer” Tipo 45 disponível da Marinha Real Britânica — o HMS Dragon — chegou a Chipre três semanas depois de o Hezbollah ter atacado a base aérea soberana britânica de RAF Akrotiri. Mal chegou, avariou. «Pela primeira vez em séculos, a Grã-Bretanha não tem um único navio de guerra no golfo Pérsico ou no Mediterrâneo oriental», escreveu o The Week. Um parlamentar britânico foi mais directo: «Isto é uma abominação.» França, Grécia e Itália enviaram navios em dias. O país que foi a maior potência naval do mundo chegou ao século XXI com 74.000 militares — metade dos 148.000 que tinha em 1991.

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