Com Deus e com o Diabo
Estar de bem com Deus e com o Diabo é talvez a pior opção para garantir que os partidos do centro do espetro político não desaparecem face à voracidade do populismo que alimenta os extremos.
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Para quem vai acompanhado a política que se faz dentro de portas – a tal que vive de "politics" e não de "policies" –, não será difícil olhar para a cronologia da vida partidária moderna e perceber que 2015 trouxe uma mudança estrutural. Ao desenhar um acordo parlamentar com a esquerda do PS, que pôs fim à lógica de governar o partido mais votado em legislativas, António Costa mudou a política como a conhecíamos com todos os efeitos em cascata que daí advieram.
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