Um próspero Ano Novo? E os desafios de António Guterres
E esta, neste novo mundo multipolar, terá de se reformar para não ser insignificante. No "Guardian", Mary Dejevsky é clara: "Se a ONU é incapaz de actuar numa crise como esta (a da Síria),para que é que serve? António Guterres toma posse como secretário-geral da ONU no domingo, numa altura em que a reputação da organização internacional é, no mínimo, segundo a perspectiva de muitos países ocidentais, tão baixa como nunca. As esperanças que foram investidas nesta sucessora da falhada Liga das Nações foram demolidas na precisa altura em que mais importavam - e não pela primeira vez. Será o antigo primeiro-ministro português alguém que pode mostrar à ONU que tem uma missão que pode funcionar?".
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No Brasil, Luiz Ruffato, no "El Pais/Brasil" escreve: "Infelizmente, 2016 entra para os compêndios como o ano que, desrespeitando o calendário, invade 2017 como um caminhão sem freios". Porque, no país, as esperanças são poucas: "A questão é que o PT, outrora guardião da moralidade, chafurda hoje na mesma lama que um dia denunciou e condenou. Vários de seus altos dirigentes encontram-se presos ou envolvidos em processos ligados à Operação Lava Jato, como o próprio Lula." Na Turquia, o sentimento é semelhante, como escreve Semih Idiz, no "Hurriyet": "A combinação do terrorismo, a luta sobre o sistema presidencial, as derrotas no Iraque e na Síria, a deterioração de laços com Ocidente e uma economia em queda podem levar a Turquia a enfrentar um ano ainda pior que 2016. Há poucas razões para optimismo para 2017 que será mais ou menos a continuação das tendências de 2016". Ou seja, as perspectivas não são as mais agradáveis.
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