Trading Ação com o melhor desempenho do mundo afunda mais de 97% num só dia

Ação com o melhor desempenho do mundo afunda mais de 97% num só dia

A ArtGo seguia com um ganho de 3.800% este ano. Esta quinta-feira, o anúncio de que a MSCI não vai incorporar esta cotada nos seus índices, devido a preocupações do mercado em relação à empresa, afundou o preço da cotada.
Negócios com Bloomberg
Negócios com Bloomberg 21 de novembro de 2019 às 11:41

A ArtGo estava a ser a estrela das bolsas mundiais. Acumulava um ganho de 3.800% este ano e era a cotada com a maior valorização entre empresas com uma capitalização bolsista de pelo menos mil milhões de dólares. Em poucos minutos esta escalada foi eliminada, com as ações a afundarem mais de 97%.

 

O valor da cotada de Hong Kong encolheu em mais de 5,5 mil milhões de dólares antes da negociação ter sido suspensa esta quinta-feira. As preocupações com o valor da capitalização bolsista da empresa versus os resultados das suas operações foram os principais pontos focados pelos participantes.

 

A ArtGo está cotada na bolsa de Hong Kong desde 2013, tendo reportado um prejuízo de 29 milhões de yuans (3,7 milhões de euros) nos primeiros seis meses de 2019. Ao longo de 2018 os prejuízos totalizaram os 396 milhões de yuans, revela a Bloomberg. A agência explica que a empresa começou a investir no mercado imobiliário chinês este ano, comprando propriedades avaliadas em 206 milhões de yuans. E financiou as operações através do pagamento em dinheiro e da emissão de ações, que foram vendidas com um desconto superior a 20% face ao preço a que estavam a negociar em bolsa.

 

Há cerca de duas semanas o MSCI revelou a intenção de incluir a ArtGo nos seus índices, contudo na quarta-feira revelou que afinal já não o ia fazer. Uma decisão tomada depois de "novas análises e [de ter recebido] o feedback dos participantes do mercado", explicou a gestora, citada pela Bloomberg.  

 

Têm sido vários os membros do mercado a emitirem alertas sobre a empresa, considerando que as ações são uma "bolha".

 

"É bom que a MSCI ouça o que os participantes no mercado estão a dizer", salientou o estratega da CMB, Daniel So, citada pela Bloomberg.

 

A MSCI foi alvo de críticas no início deste ano por ter incluído nos índices a cotada Ding Yi Feng depois desta ter subido 8.500% no espaço de cinco anos, apesar de ter reportado consecutivamente prejuízos. A negociação da empresa foi posteriormente suspensa pelo regulador do mercado de Hong Kong, que justificou com a investigação a negociações suspeitas depois do preço dos títulos ter disparado para um nível "irracionalmente elevado".

 

Na altura, a MSCI justificou a decisão com base nos critérios usados, como o valor do mercado, o free float e a liquidez da ação. Recusando fazer qualquer julgamento sobre a rentabilidade do negócio.

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