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Há seis portugueses entre os mil cientistas climáticos mais influentes do mundo

A Reuters elaborou um ranking com os mil cientistas climáticos mais proeminentes do mundo. Para isso, criou um sistema em que identifica e classifica mil académicos do clima em função da influência que têm. Há seis portugueses na lista, o primeiro dos quais em 57.º lugar.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 20 de Abril de 2021 às 19:00
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A agência Reuters publicou hoje uma lista com os principais cientistas do clima a nível mundial. Criou um sistema para identificar e pontuar estes mil académicos, em função da sua influência, e há seis portugueses no ranking.

 

O primeiro português a surgir na lista é Miguel Bastos Araújo, da Universidade de Évora, que ocupa a 57.ª posição.

 

Numa entrevista ao Negócios em janeiro de 2019, o biogeógrafo, que venceu o Prémio Pessoa 2018, sublinhava que o interesse pela biodiversidade começa com uma experiência emocional. Nessa altura contou que o seu interesse pela área vinha desde cedo, quando em criança ouvia as histórias do seu avô, que tinha como hobby fotografar a natureza quando viveu em Moçambique. "E depois o meu pai é biólogo. Íamos para o campo ver bichos e trazíamo-los para casa".

 

Numa outra entrevista ao Negócios, em maio de 2020, Miguel Bastos Araújo falou sobre a covid-19 e sobre a importância da responsabilidade partilhada: "que todos sejamos conscientes de que o comportamento da pandemia também depende das nossas escolhas individuais".

 

Entre os portugueses que marcam presença neste ranking surge logo a seguir, ocupando o 441.º lugar, Ricardo Machado Trigo, da Universidade de Lisboa.

 

Seguem-se Rui Rosa (671.º) da Universidade de Lisboa, João Andrade Santos (887.º) da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Fausto Miguel Cereja Seixas Freire (929.º) e Amadeu Mortágua Velho Maia Soares (976.º).

 

Esta série, The Reuters Hot List, conta as histórias dos cientistas que estão a ter maior impacto no debate sobre as alterações climáticas. Dá conta das suas vidas, do seu trabalho e da sua influência sobre outros cientistas, opinião pública, ativistas e líderes políticos, explica a agência.

 

Para identificar os mil cientistas do clima mais influentes, a Reuters criou a Hot List, que conjuga três rankings: dimensão (trabalhos/ensaios publicados sobre alterações climáticas), rácio de citação (as vezes em que são citados por outros cientistas de ramos de estudo similares, como biologia, química ou física) e atenção (alcance de um trabalho junto da opinião pública, através da sua referenciação na imprensa, redes sociais e outros meios).

 

Os dados foram fornecidos através da Dimensions, um portal de investigação académica da tecnológica britânica Digital Science.

 

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