Para onde vai a economia portuguesa?
Portugal não pode ser complacente no contexto europeu. Mas sobretudo tem que mudar a estruturação do valor criado a partir das nossas capacidades, com maior incorporação de conhecimento e maior domínio das cadeias de valor.
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Em 1968, Francisco Pereira de Moura publicou um livro essencial para os estudantes de economia compreenderem o atraso da economia portuguesa no Estado Novo e como as políticas seguidas não nos permitiam aproveitar, senão de forma muito limitada, os anos dourados do crescimento económico do pós-guerra, mantendo um perfil de especialização assente em baixos salários, mão de obra muito pouco qualificada, condicionamento industrial (significando escassa liberdade económica) e políticas públicas em que mais de 1/3 do Orçamento do Estado era destinado à guerra. Vivíamos tempos cinzentos de pobreza, alta mortalidade infantil, analfabetismo, emigração em massa, escassíssimo acesso a bens culturais e de fruição, empresas muito débeis.
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