Frente Comum acusa Governo de penalizar os trabalhadores
A Frente Comum acusou hoje o Governo de querer penalizar os trabalhadores da função pública com os projectos legislativos sobre o congelamento das progressões nas carreiras e o aumento dos descontos para a ADSE.
"O Governo insiste em penalizar os funcionários públicos ao propor legislação que mantém o congelamento das progressões nas carreiras e contempla o aumento dos descontos [pelos activos e aposentados] para subsistema de saúde da ADSE", disse hoje à agência Lusa a coordenadora da Frente Comum, no final de uma reunião de negociação no Ministério das Finanças, em Lisboa.
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Ana Avoila, que falava sobre as negociações com o Executivo sobre os projectos de lei de progressão nas carreiras e de suplementos e em matéria de descontos para a ADSE, disse também que "a Frente Comum [afecta à CGTP-IN] e os trabalhadores têm de encontrar novas formas de luta para impedir que o Governo retire direitos adquiridos".
"Não aceitamos ser tratados desta forma pelo Governo. Assim, marcámos uma concentração para as 14h de terça-feira, em frente do Ministério das Finanças", disse a dirigente sindical.
Além disso, afirmou que a Frente Comum está a estudar novas formas de luta, pois as propostas legislativas do Governo em matéria de aumento dos descontos para a ADSE "não fazem sentido" e a manutenção do congelamento das progressões "é profundamente injusta".
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Ana Avoila referiu também à agência Lusa que os dirigentes da Frente Comum vão participar na reunião de sexta-feira (dia 13) para negociar a revisão dos salários para a função pública.
No entanto, "não esperamos nada de bom", salientou.
A dirigente sindical considerou também que "não é justo" que os trabalhadores da administração pública continuem com os salários congelados, pois estão a perder poder de compra desde há três anos, sendo, a partir de agora, ainda mais penalizados com os aumentos para os descontos da ADSE.
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Para início de negociações, a Frente Comum defende um aumento salarial de 5%, com o objectivo de repor a perda de poder de compra resultante do congelamento salarial, a que acresce a inflação que penaliza o custo de vida.
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