Barómetro CIP/ISEG vê convergência com a UE em risco de estagnar
A atividade económica terá mantido um perfil de crescimento no quarto trimestre do ano passado, mas desacelerou face ao período do verão, com o barómetro CIP/ISEG a apontar para uma expansão da atividade de 1,9% no conjunto de 2025. A confirmar-se este valor, a Confederação Empresarial diz que é um sinal para “acender as luzes de alerta”.
“O desempenho da economia portuguesa está a enfraquecer para um ritmo inferior ao dos anos anteriores à pandemia”, afirma Rafael Alves Rocha, diretor-geral da CIP, citado em comunicado, alertando para “o risco de estagnar o processo de convergência com a União Europeia que estava a ser alcançado nos últimos anos”.
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De acordo com os dados disponíveis para o último trimestre de 2025, a previsão da CIP/ISEG aponta para um “crescimento do PIB em cadeia de 0,7%, o que corresponde, em termos homólogos, a um crescimento de 1,9%.” Assim, estes valores, refere, “traduzem a perspetiva de um ligeiro abrandamento do ritmo de crescimento da economia face ao 3.º trimestre e uma moderação mais expressiva, mas esperada, por comparação com o 4.º trimestre de 2024.”
A justificar este abrandamento, o barómetro divulgado nesta segunda-feira, 26 de janeiro, aponta para uma “moderação do contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB e a possível estabilização do contributo da procura externa líquida, refletindo simultaneamente um menor crescimento de importações e exportações.”
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No consumo privado, que tem sustentado a evolução do PIB, o barómetro da CIP/ISEG sinaliza a manutenção da “dinâmica recente, sustentado no desempenho muito positivo do mercado de trabalho, de custos de financiamento moderados e do impacto das medidas orçamentais no rendimento disponível das famílias.”
No mercado de trabalho, que tem mantido níveis de emprego recorde, “os dados (provisórios) referentes a novembro mantêm a tendência de quebra da taxa de desemprego e de subutilização do trabalho.”
Quanto ao investimento, “admite-se um reforço do ritmo de crescimento da formação bruta de capital fixo (FBCF), beneficiando da aproximação das metas para definição e alocação dos fundos previstos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)”, que termina em agosto deste ano.
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O diretor-geral da CIP, Rafael Alves Rocha, sublinha, por outro lado, que “para relançar de forma sustentada a atividade económica, é preciso alterar o padrão de crescimento, com um maior contributo do investimento e das exportações e uma dependência menor do crescimento do consumo”.
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