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Disparidade económica das regiões em Portugal é das mais baixas da UE

Portugal é um dos países da União Europeia, a par da Finlândia, onde são mais baixas as diferenças entre as regiões em termos de PIB per capita, segundo o Eurostat.

Tiago Varzim tiagovarzim@negocios.pt 05 de Março de 2020 às 11:14
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A disparidade que existe entre as regiões em Portugal em termos de PIB per capita é das mais baixas da União Europeia, a par da Finlândia. Os dados relativos a 2018 foram divulgados esta quinta-feira, 5 de março, pelo Eurostat mas apenas se referem aos países que tenham mais do que duas regiões NUTS2, ou seja, exclui pequenos países, como o Luxemburgo, desta análise. 

Nesse universo de países da UE, a disparidade mais baixa entre regiões - medida através do rácio entre o PIB per capita mais alto e o mais baixo - é a de Portugal e a da Finlândia, ambos com 1,5. Ou seja, no máximo, as regiões portuguesas e finlandesas têm um PIB per capita 1,5 mais alto (ou mais baixo) na comparação entre si. 

A estes dois países seguem-se a Suécia e a Áustria (1,7) e depois a Dinamarca, Espanha e a Holanda (1,9). No topo deste "ranking" está a Roménia onde há regiões com um PIB per capita 3,6 vezes maior do que outras regiões desse mesmo país. Seguem-se a Polónia e Eslováquia (3,3), a Hungria (3,2), a Irlanda (3,1) e a República Checa (3), todos com o dobro da disparidade registada em Portugal e na Finlândia. 

Esta é uma forma de olhar para as disparidades regionais, mas há mais indicadores. Quando se compara as regiões europeias pela produtividade do trabalho - que é expressa através do PIB por pessoa empregada -, as diferenças esbatem-se em alguns países. A maior diferença regista-se na Hungria onde a disparidade baixa de 3,2 para 1,1. Entre os países onde as disparidades regionais são maiores, apenas na Roménia e na Irlanda é que os rácios do PIB per capita e do PIB por pessoas empregada são semelhantes.
Em muitas regiões da UE, o PIB per capita é maior do que o PIB por trabalhador, o que pode ser o "resultado de uma variedade de fatores", admite o Eurostat, referindo que um "fator comum" é a diferença entre o lugar da residência e o local de trabalho. Esse fenómeno tende a aumentar o PIB per capita da região do local de trabalho e a baixá-lo nas regiões da residência. O efeito oposto verifica-se no PIB por trabalhador.

"Outros fatores incluem a maior taxa de participação no mercado de trabalho, uma taxa de desemprego mais baixa e uma maior proporção de pessoas em idade ativa", aponta o gabinete de estatísticas europeu. 

Em Portugal, o PIB per capita, em paridades de poder de compra (permite comparar países com diferentes moedas e níveis de preços) fixou-se em 77% da média europeia em 2018, variando entre os 65% da região Norte e os 100% da Área Metropolitana de Lisboa. Já o PIB por trabalhador fixou-se em 74%, variando entre os 64% do Norte e os 92% de Lisboa.

É de notar que estes são valores em percentagem da média da UE e, por isso, colocam os países em perspetiva. Uma descida no ranking não significa que o PIB per capita tenha efetivamente piorado, mas que melhorou menos do que a média europeia.
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