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Dois em cada 10 portugueses perderam rendimento em 2021

No segundo ano da pandemia, mais de 60% das famílias conseguiram manter um rendimento líquido semelhante ao de 2020, em linha com a média da União Europeia. Mas houve um quinto a aumentar.

O Tribunal de Contas fez uma auditoria a 24 medidas tomadas durante a pandemia, como apoios a empresas e créditos com garantia pública.
Sérgio Lemos
Paulo Ribeiro Pinto paulopinto@negocios.pt 22 de Novembro de 2022 às 14:01
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No segundo ano da pandemia, 18% dos portugueses viram o seu rendimento líquido descer face a 2020, mostram os dados do Eurostat divulgados esta terça-feira e que mostram o impacto da covid-19 nas condições de vidas dos europeus durante a fase crítica da crise sanitária.

Comparando com os 26 Estados-membros para os quais existem dados (não há informação para a Hungria), Portugal foi o 11.º país em que mais pessoas reportaram ter visto o rendimento diminuir em 2021 face ao ano anterior. Nos piores lugares da tabela figuram Chipre, Grécia e França, com 27,6%, 24,7% e 26,3% da população a reconhecer uma diminuição, respetivamente.


A maioria conseguiu, no entanto, manter o rendimento líquido face ao ano anterior (61,8%) e houve 20% da população que relatou um aumento. Ou seja, mais de 82% da dos portugueses conseguiram segurar ou melhorar o seu rendimento ao longo de 2021, um valor ligeiramente abaixo da média europeia (84%).



Mas a proporção de pessoas que viu o rendimento diminuir (18%) ficou abaixo da percentagem que registou um acréscimo (20%). Assim, Portugal figura entre os 17 Estados-membros que teve mais famílias a declarar um aumento.


A percentagem de população que declarou ter conseguido manter o rendimento varia entre 4,9% em Itália e 34,8% na República Checa.

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