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INE aponta para uma redução da atividade económica em janeiro

O INE dá conta de "uma redução mais acentuada da atividade económica face aos meses precedentes", à boleia das medidas restritivas do confinamento imposto no mesmo mês.

Os consumidores mudaram o seu comportamento. Falta saber se a mudança é para continuar.
O preço de bens e serviços caiu ligeiramente em dezembro mas voltou a aumentar em janeiro Pedro Catarino
João Ruas Marques 18 de Fevereiro de 2021 às 11:42
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A Síntese Económica de Conjuntura revelada hoje pelo INE (Instituto Nacional de Estatistica) revela em janeiro de 2021 "uma redução mais acentuada da atividade económica face aos meses precedentes", à boleia das medidas restritivas do confinamento imposto no mesmo mês.

A queda percebe-se pela descida de 18,1% do montante global de levantamentos nacionais, de pagamentos de serviços e de compras em terminais de pagamento automático na rede multibanco. Estes números eram de -7,8% em dezembro e -11,8% em novembro.

Já o indicador de clima económico, que "sintetiza os saldos de respostas extremas das questões relativas aos inquéritos às empresas", registou em janeiro uma redução, "contrariando o aumento observado em dezembro e interrompendo o perfil de recuperação observado entre maio e outubro". 

O desemprego caiu 0,7% no quatro trimestre de 2020 - para os 7,1% - mas continua acima dos níveis de 2019 (6,7%). Também o emprego caiu 1% em termos homólogos no último trimestre, embora haja um abrandamento na tendencia negativa (-3% no terceiro trimestre). Ainda assim, "o número de desempregados desacelerou significativamente passando de uma variação homóloga de 24,9% no 3º trimestre para 5,9%". Tudo somado, o INE aponta para -6,6% de horas trabalhadas em termos homólogos, mas mais 8,5% face ao trimestre anterior.
 
No que diz respeito aos preços, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) ilustra uma leve deflação homóloga de 0,2% em dezembro contrariada por uma subida de 0,3% em janeiro - 0,3% na componente de bens (-0,5% em dezembro) e 0,4% (0,2% em dezembro) em serviços. 

Também do PIB nacional caiu 5,9% no quarto trimestre de 2020 face ao mesmo periodo do ano passado, apesar da evolução positiva de 0,4% em relação ao trimestre anterior.

Para a Europa, o INE regista uma acentuação da queda homóloga do PIB de 5% no último trimestre face aos -4,3% no trimestre anterior e uma variação em cadeia de -0,6% (+12,4% no 3º trimestre). Também "o indicador de sentimento económico da Área Euro diminuiu [em janeiro] em resultado da redução expressiva da confiança no comércio a retalho e, em menor grau, da redução da confiança nos serviços e dos consumidores". 

"Os preços das matérias-primas e do petróleo cresceram em cadeia 10,2% e 9,6%, respetivamente (8,8% e 13,9% em dezembro)", segundo o INE.
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