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ISEG espera economia quase estagnada no terceiro trimestre

Economia no terceiro trimestre deverá ter praticamente estagnado. Estimativa central do grupo de análise do ISEG aponta para um crescimento do PIB de 0,1% face ao segundo trimestre, mas intervalo admite ligeira contração (está entre -0,1% e 0,3%).

Susana Paula susanapaula@negocios.pt 18 de Outubro de 2022 às 12:17
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O ISEG estima que a economia portuguesa tenha praticamente estagnado no terceiro trimestre do ano, esperando que o PIB tenha avançado 0,1% face ao trimestre anterior.

Segundo a síntese de conjuntura publicada nesta terça-feira, 18 de outubro, o grupo de análise económica do ISEG aponta para uma variação do PIB em cadeia "marginalmente positiva" durante o terceiro trimestre. A estimativa aponta para 0,1% em termos centrais, mas "o intervalo mais provável estima-se entre -0,1% e 0,3%".

De acordo com os economistas do ISEG, este crescimento em cadeia corresponde, em termos homólogos, a um crescimento entre 4,4% e 4,8%. 

Já para a totalidade do ano e depois da revisão em alta pelo INE do crescimento no primeiro semestre em cerca de 0,2 pontos percentuais, o ISEG estima agora um crescimento anual entre 6,4% a 6,6%.

"Em Portugal, os dados quantitativos relativos a julho e agosto, não apontam para uma desaceleração significativa da atividade económica durante o terceiro trimestre", sublinha o INE. Antes, aponta ao ISEG, para uma "certa estabilização do nível de atividade face ao trimestre anterior". Recorde-se que no segundo trimestre do ano a economia cresceu 0,1% face aos primeiros três meses de 2022. 

Segundo o ISEG, no terceiro trimestre - os meses de verão - o crescimento "foi parcialmente influenciado pelo crescimento dos preços no setor dos serviços". Este setor teve um forte crescimento nominal, influenciado pela sazonalidade e pela subida de preços. 

Por outro lado, e face ao segundo trimestre, os dados apontam para o setor industrial a crescer, mas com o da construção a cair ligeiramente (ou a estagnar). 

"Em termos de despesa agregada, e ainda face ao segundo trimestre, espera-se, que o consumo Privado tenha crescido (com a ajuda do consumo automóvel), apesar de ser incerto o crescimento real do consumo de serviços devido ao aumento dos preços", descreve o INE. Já em relação ao investimento, espera-se uma queda no setor da construção e uma subida nas restantes componentes. 

O ISEG frisa que a procura externa líquida vai "manter um contributo positivo para o crescimento real do PIB em termos homólogos", mas ainda não consegue dizer se isso também vai acontecer face ao trimestre anterior.
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