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ISEG vê PIB em ligeira contração no terceiro trimestre

Os dados, ainda escassos, apontam para uma evolução “menos favorável” a seguir ao mês de julho, refere a escola de economia e gestão. Para o conjunto do ano, o ISEG revê em baixa o limite superior de crescimento do PIB.

Portugal exportou para a Rússia 56,6 milhões de euros em bens. É o valor mais baixo desde 2006.
Mariline Alves
Paulo Ribeiro Pinto paulopinto@negocios.pt 16 de Setembro de 2022 às 10:54
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A economia portuguesa deverá contrair ligeiramente no terceiro trimestre deste ano face aos três meses anteriores, mas no melhor cenário ainda poderá ficar-se pela estagnação como aconteceu no primeiro trimestre do ano.

"Com base na evolução e nas sugestões dos indicadores parciais disponíveis, admite-se que a economia portuguesa possa vir a decrescer ligeiramente, em cadeia, no 3.º trimestre", referem os economistas do grupo de análise económica do ISEG na síntese de conjuntura de setembro. Os cálculos apontam para "um crescimento em cadeia entre -0,4% e 0% e um crescimento homólogo entre 3,8% e 4,3%", sendo estes "os valores assumidos como mais prováveis para o período do verão, entre julho e setembro.

Para o conjunto do ano, a escola de economia e gestão refere que "o crescimento do PIB agora considerado mais provável situa-se entre 6% a 6,4%", quando em junho o limite superior da previsão superava os 7%. Esta projeção aproxima-se da do Governo que espera uma expansão do produto de 6,4% em termos reais.

O indicador desenvolvido pelo ISEG aponta sinais mistos entre o arranque e o decorrer do terceiro trimestre. "O indicador de tendência da atividade global, construído a partir dos indicadores setoriais, mostra que a atividade económica global não terá decrescido em julho, primeiro mês do terceiro trimestre", indicam os economistas. E acrescentam, "entre os indicadores analisados, apenas o setor da construção poderá ter tido uma evolução negativa".

Já em agosto, com a exceção da construção – que terá mantido uma evolução negativa – a "situação global ainda é incerta devido à falta de informação mais sólida". Mas tomando a informação do indicador diário de atividade do Banco de Portugal, "após o início de agosto, a atividade global poderá ter vindo a decrescer", referem os economistas.


Consumo privado em queda


Analisando as componentes do PIB, o ISEG espera "uma tendência de retração do consumo privado em volume, por efeito da inflação, ainda que esta possa ser bastante compensada pelo crescimento da procura automóvel, cuja oferta parece, entretanto, estar a ser corrigida", refere o grupo de análise.

Já o investimento e tendo em conta a evolução do consumo de cimento "poderá continuar a decrescer em cadeia e em termos homólogos". Por seu lado, "o contributo da procura externa líquida continuará positivo em termos homólogos, mas, com correção sazonal, tenderá a ser mais reduzido no terceiro trimestre."

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