Novo ano traz abrandamento da subida dos preços. Inflação desacelera para 1,9%
Estimativa rápida do INE revela que, em janeiro, a subida dos preços de venda ao consumidor registou um alívio. Em comparação com o último mês de 2025, a taxa de inflação diminuiu três décimas. Alimentos deram uma ajuda para alívio registado no arranque do novo ano.
O primeiro mês de 2026 trouxe uma desaceleração na subida da taxa de inflação. A estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgada esta sexta-feira, revela que a taxa de variação homóloga do índice de preços no consumidor (IPC) terá diminuído para 1,9% em janeiro. Em comparação com o mês anterior, a inflação abrandou três décimas, depois de ter acelerado ligeiramente no final do ano passado.
"Tendo por base a informação já apurada, a taxa de variação homóloga do IPC terá diminuído para 1,9% em janeiro de 2026, taxa inferior em 0,3 pontos percentuais à observada no mês anterior", revela o boletim estatístico do INE.
A inflação subjacente, que exclui alimentos não transformados e energéticos, terá desacelerado na mesma proporção que o índice global. A estimativa rápida do INE aponta para que a chamada "inflação crítica" tenha diminuído de 2,1% para 1,8% em janeiro. Esse indicador mostra que, sem contar com os produtos que apresentam maiores variações em termos de preço, o cabaz de compras das famílias mais estável, onde se incluem a educação e saúde, também acompanhou a redução generalizada dos preços.
Entre os produtos com preços mais voláteis, destacou-se a desaceleração dos alimentos não transformados (frescos), cujo índice de preços terá abrandado de 6,1% para 5,8%. No mês anterior, observou-se uma ligeira aceleração dos preços neste tipo de produtos, que interrompeu o ciclo de dois meses consecutivos em que o IPC dos alimentos esteve a aliviar. Recorde-se que, em 2025, os preços dos alimentos voltaram a registar uma forte aceleração, tendo atingido um "pico" de 7% em agosto.
No caso dos produtos energéticos, o índice de preços ter-se-á mantido em valores negativos, mas caíram ligeiramente menos do que no mês anterior. Segundo o INE, a variação homóloga dos preços na energia terá passado de -2,4% em dezembro, para -2,2% em janeiro.
Em comparação com o mês anterior, a variação do IPC terá sido -0,7%, enquanto em dezembro tinha sido de 0,1%. Há um ano, a variação mensal da inflação tinha sido também negativa (-0,5%). O INE estima que a variação média nos últimos doze meses tenha sido de 2,3%, um "valor idêntico" ao mês anterior.
Já o índice harmonizado de preços no consumidor (IHPC), que permite comparar a variação de preços em Portugal com a dos restantes Estados-membros da União Europeia (UE), terá desacelerado, em termos homólogos, de 2,4% para 1,9% em janeiro.
Os dados definitivos referentes ao IPC de janeiro vão ser conhecidos no próximo dia 11 de fevereiro.
(notícia atualizada às 11h41)
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