Coronavírus Consumo de internet dispara com teletrabalho. Operadoras estão a reforçar redes

Consumo de internet dispara com teletrabalho. Operadoras estão a reforçar redes

Nos últimos dias o consumo de internet fixa disparou. Mas as operadoras garantem estar a reforçar as redes para garantir que não há falhas, principalmente se for decretado o Estado de Emergência.
Consumo de internet dispara com teletrabalho. Operadoras estão a reforçar redes
Bloomberg
Sara Ribeiro 17 de março de 2020 às 18:04

Com as escolas fechadas e milhões de portugueses em teletrabalho, o tráfego de internet disparou. E apesar de ainda estarem a perceber este novo padrão de consumo de comunicações dos portugueses, as operadoras garantem que estão a reforçar as redes para não haver qualquer anomalia. 

"Face ao cenário atual da saúde pública, que impôs um conjunto de medidas de isolamento e teletrabalho, a Altice Portugal tem vindo a registar um aumento muito significativo de tráfego na rede fixa de internet e em especial na utilização de OTT", ou seja, serviços "over-the-top" como o o Netflix, detalhou fonte oficial da Meo ao Negócios. Já o tráfego de dados móveis não regista um crescimento tão assinalável, acrescentou a operadora.

Uma tendência confirmada pelas restantes "players" do setor, embora nenhum tenha avançado com números concretos do aumento do consumo de internet.

"Durante os últimos dias registaram-se subidas expectáveis de tráfego nas redes, resultantes da situação excecional que vivemos, mas não se verificaram quaisquer anomalias ou interrupções no serviço", garantiu a operadora liderada por Mário Vaz. "Este aumento de tráfego fora do habitual resultou em algum congestionamento pontual em algumas zonas, mas a monitorização permanente permitiu ir ajustando a rede em função do volume de tráfego", apontou.

Tendo sido ontem o primeiro dia oficial de escolas fechadas – e, por essa mesma razão, o primeiro dia com mais pessoas a trabalhar a partir de casa – os tráfegos desta segunda-feira serão um ponto de partida para perceber o padrão de consumo de comunicações dos portugueses nas próximas semanas.

A Nos refere que "registou, naturalmente, um aumento no consumo de tráfego, embora não seja ainda possível partilhar o detalhe dessa informação". E aproveita para deixar um apelo aos portugueses: "adotarem as boas práticas de utilização de redes de comunicações, que sejam divulgadas pelo Governo e pela própria Nos".

Isto porque a atual situação de milhões de pessoas a trabalhar remotamente nunca foi vivenciada. E, como a Vodafone Portugal explicou, "tendo sido ontem o primeiro dia oficial de escolas fechadas – e, por essa mesma razão, o primeiro dia com mais pessoas a trabalhar a partir de casa – os tráfegos desta segunda-feira serão um ponto de partida para perceber o padrão de consumo de comunicações dos portugueses nas próximas semanas". Porém, assegura  que a rede da Vodafone Portugal "está, ‘por defeito’, dimensionada para suportar picos de utilização". 

Todas as operadoras garantem ainda que reforçaram a monitorização das suas redes, "adotando medidas de otimização das mesmas consoante a evolução da situação, de forma a garantir a melhor 'performance' possível do seu serviço", acrescentou a Vodafone.

A Nowo refere que "está a monitorizar ativamente o tráfego de dados na sua rede de banda larga" e confirma "que, como sucede com o resto dos operadores, existe um grande aumento relacionado com a utilização intensiva em virtude das alterações que foram introduzidas por esta crise". Uma tendência que prevê que se mantenha, e até se intensifique, nos próximos dias, pelo que a "Nowo e a Oni já tomaram medidas de aumento de capacidade na sua rede".

Com vista a minimizar o impacto na vida dos portugueses, a Altice Portugal encontra-se também "a acompanhar a evolução da situação, em estreita cooperação com as autoridades, trabalhando na otimização, robustez e melhoria da rede, especialmente no caso de ser decretado o Estado de Emergência". E assegura que, até agora, não existe registo de qualquer situação crítica que esteja a colocar em causa o fornecimento pleno de comunicações.

Por sua vez, a operadora liderada por Miguel Almeida sublinha que tem consciência que "tem um papel social essencial no apoio às famílias, empresas e instituições que, na situação atual, não podem funcionar sem os serviços da Nos". Nesse sentido, garante que "tem já implementadas várias medidas, entre as quais se inclui reforço da monitorização das suas redes e implementação de medidas de otimização, com o objetivo de assegurar a continuidade do seu negócio e consequentemente de todos aqueles que dela dependem. 




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