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Índice de transmissibilidade está abaixo de 1 em todas as regiões exceto Madeira

O índice de transmissibilidade (Rt) fixou-se em 0,87 a 31 de janeiro e está abaixo de 1 em todas as regiões, exceto na Madeira, o que significa que cada doente com covid-19 está a contagiar menos de uma pessoa, em média. A descida iniciou-se cinco dias antes das escolas fecharem e três dias depois do encerramento generalizado da restauração e lojas. Este é o valor mais baixo a nível nacional desde 19 de julho.

O primeiro-ministro antecipou o regresso a um confinamento idêntico ao de março e abril do ano passado, que obrigou o comércio não essencial a encerrar.
Paulo Calado
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O índice de transmissibilidade (Rt), que mede o número de casos secundários resultantes de um caso infetado, do vírus SARS-CoV-2, sofreu uma descida significativa. De acordo com os dados do Instituto Ricardo Jorge (INSA), divulgados esta sexta-feira, o Rt do conjunto do país situou-se em 0,87, a 31 de janeiro. A redução é generalizada, está abaixo de 1 em todas as regiões, exceto na Madeira - a única região com uma tendência crescente do número de casos -, e aproxima-se do valor mais baixo de sempre registado durante a pandemia, 0,8. 

De acordo com o relatório do INSA, o número médio de casos secundários resultantes de um caso infetado fixou-se em 0,83 na região Norte; 0,85 na região Centro; 0,90 na região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT); 0,87 no Alentejo; e 0,88 no Algarve. Nas ilhas, o valor situa-se nos 0,90 nos Açores e 1,12 na Madeira.

A descida teve início, de forma sustentada e com um ritmo estável, a 18 de janeiro (quando estava em 1,18), cinco dias antes das escolas serem fechadas e três dias depois do encerramento generalizado de restaurantes e lojas.



O Rt aproxima-se assim dos valores mais baixos registados ao longo da pandemia. "Desde o início da epidemia de COVID-19, a estimativa do R(t) variou entre 0,8 e 2,12", refere o relatório do INSA. 

Desde o início de agosto até meio de novembro o R(t) esteve acima de 1 durante 107 dias, o que indica uma tendência crescente do número de casos. No entanto a tendência inverteu-se a meio de novembro e o R(t) manteve-se abaixo de 1 até ao dia de natal - data em que, face ào levantamento das medidas de confinamento, o índice voltou a disparar.

Entre o dia 25 e o dia 30 de dezembro o indíce aumentou 0,25% para os 1,21. Desde então têm sido estimados valores algo irregulares, tendo o R(t) crescido para 1,23 até ao dia 1 de janeiro, data em que passou a apresentar uma tendência decrescente até ao dia 12, em que registava 1,12.

As boas notícias chegaram finalmente a 18 de janeiro, quando o R(t) iniciou uma descida constante de 1,18 até aos 0,87 no dia 31 de janeiro, segundo os dados agora adiantados pelo INSA.

O índice de transmissibilidade é bastante fácil de interpretar e deixa saber o número médio de pessoas que cada paciente com COVID-19 infeta. À data de 31 de janeiro, cada um destes doentes infetou em média menos de uma pessoa (0,87), o que significa um abrandamento na disseminação da doença e terá efeitos até duas semanas depois no número de novos casos apresentados. 

R(t) em mínimos desde meados de julho

A nível nacional é preciso recuar a 19 de julho para encontrar um valor tão baixo no número de reprodução do coronavírus.

Em termos regionais, no Norte o R(t) a 31 de janeiro situava-se em 0,83, mínimo desde 1 de junho. Já em Lisboa e Vale do Tejo o R(t) de 0,90 apresentava o valor mais reduzido desde 2 de agosto.

No Centro o R(t) encontrava-se nos 0,85, mínimo desde 19 de julho, enquanto no Alentejo e no Algarve a 30 de janeiro - não há dados para dia 31 - registavam-se os valores mais baixos desde 30 de setembro e 1 de dezembro, respetivamente.



Nos Açores, o índice de transmissibilidade está no nível mais baixo apenas desde 25 de janeiro, enquanto na Madeira encontra-se no valor mais elevado desde 9 de janeiro.



(Notícia atualizada às 18:35)

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