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Vacina da Pfizer pode custar até 30 euros e a da Moderna pode chegar aos 51 euros

Os preços das vacinas anti-covid em desenvolvimento pelas gigantes farmacêuticas começam a ser estimados, numa altura em que os testes estão em fases terminais.

Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 29 de Julho de 2020 às 16:00
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A Pfizer está a preparar-se para os próximos meses, quando a procura pela vacina contra a covid-19 disparar, numa altura em que a farmacêutica norte-americana - em conjunto com a alemã BioNTech - parece estar muito bem encaminhada para obter uma versão final da vacina. 

Agora que os mais recentes testes mostraram resultados otimistas, o preço de cada vacina desta parceria poderá custar aos governos entre 19,5 e 39 dólares (16 e 30 euros), de acordo com os cálculos da Bloomberg, que se baseou nos 1,95 mil milhões pagos pelo governo dos Estados Unidos por 100 milhões de doses da vacina. Na segunda-feira, as empresas administraram a vacina aos primeiros pacientes voluntários nos Estados Unidos, e podem ver a versão final aprovada pelos reguladores no início de outubro. 

Já a vacina da rival Moderna deverá custar entre 50 e 60 dólares (42,6 e 51,1 euros), de acordo com Financial Times, que adianta que o plano da empresa passa por distribuir a vacina pelos Estados Unidos e outros países com poder económico mais forte. A Casa Branca já injetou 850 milhões de dólares nesta empresa para apoiar o desenvolvimento da vacina. Se for confirmado este preço, será a vacina mais cara do mercado. 

Ainda assim, a Reuters adianta que os preços do mercado deverão guiar-se pelos estipulados pela Pfizer e pela BioNTech. 

Ambas as vacinas estão a ser desenhadas com uma base mais tradicional baseada no RNA – ácido ribonucleico, que resulta da transcrição de uma sequência do material genético – e que usa partes inativas do vírus para estimular a imunidade dos corpos. Outras estão a ser elaboradas com recurso a nova tecnologia, usando versões sintéticas do código genético do vírus.

Enquanto isso, alguns outros exemplos baseados no ADN – o material genético, uma sequência que existe em todas as nossas as nossas células – mostraram conclusões iniciais otimistas, depois de terem sido testadas em macacos. Foi o caso da Universidade de Oxford, que se juntou à britânica AstraZeneca para o fabrico em larga escala e distribuição da vacina, caso venha a ter sucesso. 

Entre as farmacêuticas existe o consenso cada vez maior de que uma dose da vacina não será suficiente para conter a covid-19 para sempre, mas ainda não é claro por quanto tempo é que os anticorpos criados pela vacina defenderão o corpo humano deste vírus. A Pfizer estima que a vacina tenha de ser tomada de forma sazonal, como acontece com a vacina da gripe normal. 
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