Cultura Promotores de espectáculos vendem bilhetes com IVA a 6% como forma de protesto

Promotores de espectáculos vendem bilhetes com IVA a 6% como forma de protesto

A proposta de Orçamento do Estado para 2019 prevê uma descida do IVA de 13% para 6% em espectáculos de "canto, dança, música, teatro e circo", desde que tenham lugar em "recintos fixos de espectáculo de natureza artística ou em circos ambulantes".
Promotores de espectáculos vendem bilhetes com IVA a 6% como forma de protesto
Lusa 04 de novembro de 2018 às 21:59

Os promotores de espectáculos vão vender, na segunda-feira, 5 de Novembro, entre as 10:00 e as 24:00, bilhetes para mais de 200 espectáculos ao vivo com IVA a 6% para mostrar que "os preços vão baixar" com a redução do imposto.

Esta a segunda vez que a Associação de Promotores, Espetáculos, Festivais e Eventos (APEFE) lança uma iniciativa deste género, depois de no passado dia 13 de Abril ter também protestado desta forma contra a aplicação da taxa de IVA a 13%.


A proposta de Orçamento do Estado para 2019 prevê uma descida do IVA de 13% para 6% em espectáculos de "canto, dança, música, teatro e circo", desde que tenham lugar em "recintos fixos de espectáculo de natureza artística ou em circos ambulantes", o que, segundo a APEFE, leva a que um mesmo conteúdo artístico possa ter taxas diferentes de IVA, "dependendo do local onde é apresentado".

A APEFE contesta ainda que a reposição integral da taxa de IVA a 6% tenha efeitos apenas a partir do dia 1 de Julho de 2019.


"Entendemos que nenhum espectáculo ou artista é mais ou menos importante e que o público deverá ter os mesmos direitos de poder comprar um bilhete com a taxa de IVA de 6%, independentemente do espectáculo se realizar na Altice Arena, no Jardim de Serralves, no Coliseu, no Jardim de Seteais, no Claustro dos Jerónimos, no Multiusos de Gondomar, no Palácio da Bolsa, no Castelo de Leiria, ou num teatro municipal em qualquer ponto do país", defende a APEFE em comunicado.

A APEFE acrescenta que "não há nem pode haver cultura nem público de "primeira" ou de "segunda"" e diz que a medida viola a Constituição negando "o acesso a todos os cidadãos à fruição cultural" e o combate "às assimetrias existentes", já que os concelhos e freguesias que "não dispõem de salas de espectáculos e utilizam outros recintos para garantirem oferta cultural aos seus concidadãos e visitantes, vão ser discriminados".




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