Economia António Costa: "Levo o cartão do Luís de Matos para o ministro das Finanças"

António Costa: "Levo o cartão do Luís de Matos para o ministro das Finanças"

As medidas do Simplex 2016 e 2017 conduziram a poupanças de 1.100 milhões de euros, anunciou António Costa esta quarta-feira na apresentação do Simplex 2018. São 175 novas medidas prometidas num evento em que o cabeça de cartaz foi o mágico Luís de Matos.
Filomena Lança 06 de junho de 2018 às 19:03
"Este ano não houve nenhuma vaca voadora, mas levo o cartão do Luís de Matos para o Ministro das Finanças. É bastante simples, descongelamento aqui, depois activação ali e no fim as contas batem certo". António Costa arrancou assim o seu discurso de apresentação do Simplex + 2018, que decorreu esta quarta-feira, em Lisboa. Costa desdobrou-se em elogios ao programa que, defendeu, é a base da "verdadeira reforma do Estado", ao "tornar sustentável um Estado menos custoso para o contribuinte e que sabe simplificar a vida das empresas e dos cidadãos."

Pouco antes, o mágico Luís de Matos pusera a assistência, uma plateia composta por ministros, secretários de Estado, assessores e altos funcionários da administração pública, a participar num dos seus números de magia, com cartões que cada um rasgava e baralhava para, no final, ficar com duas peças que encaixavam na perfeição.

O mote estava dado e, aliás, tinha sido já anunciado: "É Simplex, não é magia". Há dois anos, em 2016, num evento no Teatro Thalia, em Lisboa, Costa entregara à ministra da Presidência uma vaca voadora durante a apresentação do Simplex desse ano. Desta vez trouxa na manga o anúncio das poupanças conseguidas com estes dois anos de medidas Simplex: "As vacas efectivamente voaram desde esse dia" e actualmente estão cumpridas 89% das medidas de 2016 e 80% das de 2017. "O impacto destas vacas a voar foi de 1.100 milhões de euros, que correspondem a 0,6% do nosso PIB", afirmou.

Contas feitas, salientou em jeito de balanço que foi "ainda uma poupança de 490 mil horas de trabalho" para os funcionários públicos e para os contribuintes. "E até o ministro das Finanças poupou", voltou a gracejar.

Mário Centeno não estava entre a audiência, mas ministros como Tiago Brandão Rodrigues, da Educação, Adalberto Campos Fernandes, da Saúde, e Adjunto, Eduardo Cabrita, marcaram presença.

Graça Fonseca, secretária de Estado da Modernização Administrativa, e Maria Manuel Leitão Marques, a ministra da tutela, fizeram as honras da casa num evento no Pátio da Galé, na Praça do Comércio, que manteve a pompa e circunstância dos 11 anos de apresentações Simplex, desde o primeiro, em 2006, era então José Sócrates o primeiro-ministro e Maria Manuel Leitão Marques a coordenadora da Agência para a Modernização Administrativa.

A agora ministra da Presidência passou em revista as principais medidas prometidas para o próximo ano de entre as 175 definidas. Destas, sublinhou, quase um terço vêm na sequência de sugestões dadas pelos próprios funcionários públicos de diferentes serviços do Estado.

Este ano, o Simplex aparece organizado por etapas de vida, e traz medidas que vão desde a parentalidade mais simples - aquela que António Costa salientou como estando entre as suas preferidas - até um novo portal com informação sobre escolas públicas ou uma "Quinta+ próxima", uma bolsa de contratação de fornecedores de proximidade para entidades públicas que fornecem refeições, caso das escolas ou hospitais. Passará também, prometeu a ministra, a haver uma "Central de marcações do Estado", onde, num só ponto, o cidadão pode agendar diversos serviços do Estado.

Destas medidas, salientou Maria Manuel, há 44 que são "colaborativas", isto é, envolvem diferentes serviços de vários ministérios.



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