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Brasileiros investem em Portugal mais 233% e dormidas disparam 748%, exportações para o Brasil crescem 211%

O investimento directo brasileiro em Portugal atingiu os 127,2 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, enquanto o investimento directo português no Brasil fixou-se em apenas 5,9 milhões de euros. As dormidas de brasileiros em Portugal dispararam 748% até Julho.

Reuters
Negócios com Lusa 01 de Outubro de 2022 às 09:46
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O investimento direto brasileiro em Portugal aumentou 233,8% no primeiro semestre, para 127,2 milhões de euros, face ao período homólogo, muito acima do investimento português naquele país, segundo dados cedidos pela AICEP à Lusa.

 

De acordo com a informação enviada pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), com base em dados do Banco de Portugal (BdP), o investimento direto do Brasil em Portugal passou de -95,1 milhões de euros entre janeiro e junho de 2021 para 127,2 milhões de euros no mesmo período deste ano.

 

Por outro lado, apesar de também ter registado um crescimento de 125,1% nos primeiros seis meses do ano, o investimento direto português no Brasil ficou bastante aquém daquele valor.

Neste período, o investimento direto naquele país fixou-se em 5,9 milhões de euros, o que compara com os -23,4 milhões de euros.

 

Olhando para a totalidade do ano, em 2021 o investimento direto do Brasil em Portugal ascendia a 88,3 milhões de euros, depois de ter caído para -767,7 milhões de euros em 2020 e que compara com os 394,5 milhões de euros alcançados em 2019.

 

Já o investimento português no Brasil cifrava-se em 2021 em 12,3 milhões de euros, acima dos -105,1 milhões de euros em 2020 e dos 248,1 milhões de euros de 2019.

 

Apenas em 2017 este valor tinha sido positivo, ao fixar-se em 126,3 milhões de euros.

 

Exportações portuguesas para o Brasil ultrapassam os 1.000 milhões até julho

As exportações portuguesas de bens e serviços para o Brasil subiram 211,2% entre janeiro e julho face ao período homólogo, para 1.055,3 milhões de euros, segundo dados cedidos pela AICEP à Lusa.

 

De acordo com os dados enviados pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), com base em informação do Banco de Portugal, as exportações dispararam nos primeiros sete meses do ano face ao período homólogo, ajudadas sobretudo pelas exportações de serviços.

 

Já as importações cifraram-se em 2.985,7 milhões de euros, um aumento de 94,9%. 

Deste modo, o saldo da balança comercial de bens e serviços de Portugal com o Brasil foi de -1.930,4 milhões de euros, o que compara com os -1.192,8 milhões de euros registados em igual período de 2021.

 

Segundo a informação cedida pela AICEP, com base em dados do Instituo Nacional de Estatística (INE), as exportações portuguesas de bens para o Brasil aumentaram para 489,9 milhões de euros entre janeiro e julho deste ano, uma subida de 17,7% face aos 416,2 milhões de euros registados em igual período de 2021.

 

Já as importações de bens subiram 98,3% nos primeiros sete meses deste ano, cifrando-se em 2.901,6 milhões de euros, acima dos 1.463,1 milhões de euros do período homólogo.

 

Deste modo, o saldo da balança comercial de bens de Portugal com o Brasil atingiu -2.901,6 milhões de euros nos primeiros sete meses do ano, o que compara com os -1.046,9 milhões de euros no período homólogo.

 

Entre janeiro e julho, o Brasil manteve-se como o 13.º cliente das exportações de bens portugueses, com uma quota de 1,06%, sendo o 7.º fornecedor de Portugal, com uma quota de 4,66%.

 

Os dados cedidos pela AICEP indicam ainda que, durante o período de referência, o Brasil contribuiu em 0,20 pontos percentuais (pp.) para o crescimento das exportações globais de Portugal.

 

A liderar as exportações portuguesas para o Brasil estão os produtos agrícolas, tendo registado um aumento de 18,3% face ao período homólogo para 208,3 milhões de euros e representando 42,5% dos produtos exportados para este país.

 

Seguem-se veículos e outros materiais de transporte (66,5 milhões de euros), os produtos alimentares (45,8 milhões de euros), as máquinas e aparelhos (43,7 milhões de euros) e combustíveis minerais (22,7 milhões de euros).

 

Do Brasil, Portugal importou 1.730,7 milhões de euros em combustíveis minerais, um crescimento de 82,5% face ao período homólogo, representando 59,6% do total de importações deste país.

 

Seguiram-se os produtos agrícolas (579,8 milhões de euros), os metais comuns (220,4 milhões de euros), a madeira e cortiça (129,1 milhões de euros) e veículos e outro material de transporte (77,4 milhões de euros).

 

No final de 2021, as exportações portuguesas tinham atingido 707,1 milhões de euros, enquanto as importações 2.548,8 milhões de euros, com o saldo da balança comercial a registar um défice de 1.841,8 milhões de euros.

 

Olhando para a variação entre 2017 e 2021, as exportações portuguesas de bens para este país caíram 6,8%, enquanto as importações aumentaram 24,9%.

 

O número de empresas portuguesas exportadoras para o Brasil tem-se mantido relativamente estável desde 2017, com um crescimento mais acentuado em 2019.

 

Em 2017 existiam 1.532 exportadoras para o Brasil, tendo subido para 1.621 em 2019, caído para 1.520 em 2020 e para 1.518 em 2021.

 

Já as exportações portuguesas de serviços para o Brasil aumentaram 362,9% entre janeiro e julho face ao período homólogo, representando 815,8 milhões de euros, segundo dados do BdP.

 

De acordo com a mesma fonte de informação, as importações de serviços aumentaram 90,6% para 587,8 milhões de euros, cifrando-se assim a balança comercial em 228 milhões de euros, o que compara com os -132,3 milhões de euros do período homólogo.

 

Neste período, a quota do Brasil no comércio internacional português de serviços era de 3,47% enquanto cliente e de 4,73% enquanto fornecedor.

Dormidas de brasileiros em Portugal disparam 748% até julho

 

O número de dormidas de brasileiros em Portugal disparou 748% entre janeiro e julho deste ano, para 1,2 milhões, refletindo uma forte recuperação depois de dois anos de pandemia, segundo dados da AICEP, cedidos à Lusa. 

De acordo com os dados enviados pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), com base em informação do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Banco de Portugal (BdP), o número de dormidas em Portugal aumentou para 1,2 milhões nos primeiros sete meses do ano, um crescimento de 748% face ao período homólogo, representando 4,87% do total de estrangeiros que dormiram em Portugal.

Em 2019, antes da pandemia, o número de dormidas de brasileiros em Portugal tinha atingido 2,9 milhões, representando 6,04% do total de estrangeiros. 

Estes números caíram drasticamente em 2020 (692,3 mil) e em 2021 (622,4 mil). Já o número de hóspedes brasileiros em Portugal subiu 924% nos primeiros sete meses do ano, para 496 mil, o que compara com os 48,4 mil registados no período homólogo, correspondendo a 6,10% do total de estrangeiros. 

Também as receitas do turismo do Brasil em Portugal recuperaram, crescendo 481% para 362 milhões de euros, muito acima dos 62,3 milhões de euros registados nos primeiros sete meses de 2021. 

Em 2019, as receitas do turismo do Brasil em Portugal cifraram-se em 737,7 milhões de euros, caindo para 211,2 milhões de euros em 2020 e para 189,9 milhões de euros em 2021.

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