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Coimbra vai retirar cerca de três mil pessoas por risco de cheia. Diques podem colapsar

A decisão surge face à sinalização pela APA de risco de rebentamento de diques da obra hidrográfica do Mondego, tendo sido comunicada após uma reunião entre os autarcas de Coimbra, Soure, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz, o presidente da agência, Pimenta Machado e proteção civil regional e local.

Cheias em Coimbra e Montemor-o-Velho motivam alerta e calamidade
Cheias em Coimbra e Montemor-o-Velho motivam alerta e calamidade Paulo Novais/Lusa
10 de Fevereiro de 2026 às 22:58

A Câmara de Coimbra vai retirar entre 2.800 a 3.000 pessoas das suas casas face a risco de cheia no Mondego, afirmou esta terça-feira a presidente do município, Ana Abrunhosa.

"Globalmente, nós estamos a falar de cerca de 2.800 a 3.000 pessoas que são residentes, mas muitas pessoas até já saíram, foram para casa de familiares", disse a autarca, em conferência de imprensa no edifício da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), em Coimbra, explicando que a decisão é feita de modo preventivo.

Face ao risco de inundações numa parte do concelho, todas as escolas das freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas, São Martinho do Bispo, Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila estarão encerradas na quarta-feira, disse.

Além da retirada das pessoas, foram já iniciadas as evacuações de três lares de São Martinho do Bispo, acrescentou a autarca.

A decisão surge face à sinalização pela APA de risco de rebentamento de diques da obra hidrográfica do Mondego, tendo sido comunicada após uma reunião entre os autarcas de Coimbra, Soure, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz, o presidente da agência, Pimenta Machado e proteção civil regional e local.

"Temos todos os meios, estamos a atuar com muito tempo", vincou.

Segundo Ana Abrunhosa, serão retiradas pessoas de localidades da zona ribeirinha de Torres do Mondego e Ceira (zona de concentração: Casa do Povo de Ceira), da zona de São Martinho do Bispo (Escola Inês de Castro) e Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila (Escola de Taveiro).

Apesar de haver ordem de retirada que abrange cerca de três mil pessoas, Ana Abrunhosa explicou que em geral "25% das pessoas é que usam estas zonas de concentração e apoio à população".

De acordo com a presidente da Câmara de Coimbra, a GNR e PSP "vão começar [hoje] a bater à porta das pessoas" e pedir-lhes, "com tranquilidade", para se dirigirem para os locais indicados, onde haverá alimentação, viaturas médicas e profissionais para prestar apoio.

O município tem à disposição meios das juntas, botes e carros dos bombeiros, autocarros dos Transportes Urbanos e lugares de estacionamento para as pessoas deslocadas.

"Não faltam meios. Temos o Exército, temos os fuzileiros, temos os nossos bombeiros, temos a GNR, temos a PSP, não faltarão meios nem pessoas para vos apoiarem", vincou.

Ana Abrunhosa realçou que na manhã de quarta-feira prevê-se que chova com "muito mais intensidade", estando o município a preparar-se para o pior cenário apesar de esperar que, em breve, as pessoas possam regressar a casa e "isto não passe de um susto".

Os utentes dos lares que não foram retirados para casas de familiares estão a ser dirigidos para o Pavilhão Mário Mexia, esclareceu.

A autarca recordou ainda que na reunião foi realizado um telefonema com a ministra do Ambiente, que foi ao encontro das posições dos autarcas.

"Disse que, no nosso lugar, não ponderaria duas vezes", afirmou Ana Abrunhosa, que agradeceu à APA e à ministra que tutela a pasta, "que tem estado sempre presente e sempre com a sua ponderação".

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