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Consumo e exportações travaram agravamento da recessão europeia

Para os economistas, estes dados sugerem que o processo de recuperação da economia europeia não está apenas a ser alavancado pelo consumo público, pelo que poderá estar melhor alicerçado do que se supunha.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 02 de Setembro de 2009 às 11:32
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Se a Zona Euro “quase” saiu da pior recessão em 60 anos no segundo trimestre, isso deveu-se sobretudo ao consumo privado, que subiu nesse período pela primeira vez em mais de um ano, e às exportações, que passaram a descer de “paraquedas”, quanto até então caíam a pique. O investimento também caiu menos.

Para os economistas, estes dados sugerem que o processo de recuperação da economia europeia não está apenas a ser alavancado pelo consumo público, pelo que poderá estar melhor alicerçado do que se supunha.

De acordo com dados hoje divulgados pelo Eurostat, a subida do consumo privado e a travagem das quedas das exportações e do investimento explicam que as economias da união monetária tivessem registado um retrocesso muito ligeiro (0,1%) entre Março e Junho, período em que Portugal e alguns dos “pesos pesados”, como Alemanha e França, exibiram já um ligeiro crescimento em cadeia, de 0,3% nos três casos.

No primeiro trimestre de 2009, o PIB da Zona Euro recuara 2,5%, atingindo o pior valor de que há registo. Em termos agregados, o consumo privado na Zona Euro subiu 0,2% face aos três primeiros meses do ano, o que compara com uma queda de 0,9% no trimestre anterior.

Em termos agregados, o consumo privado na Zona Euro subiu 0,2% face aos três primeiros meses do ano, o que compara com uma queda de 0,9% no trimestre anterior.

Já as exportações permaneceram em terreno negativo, mas aliviaram fortemente as quedas: 1,1%, que se seguiu a um “trambolhão” de 8,8% no primeiro trimestre. As importações, por seu turno, caíram menos: 2,8%, que compara com 7,8% nos três primeiros meses do ano, o que penalizou as contas do Produto.

O consumo público – que ao longo da recessão foi sempre a única componente a manter-se com sinal positivo – também reduziu a sua contribuição, ao crescer 0,4%, depois de ter subido 0,7% no primeiro trimestre. Já o investimento permanece deprimido, mas menos: caiu 1,3%, após uma contracção de 5,3% no arranque de 2009.

"Os estímulos dos Governos estão a ter um grande impacto na economia, e as melhorias são já muito amplas", considera Nick Kounis, economista-chefe para a Europa no Fortis Bank em Amesterdão. Ainda assim, acrescenta em declarações à Bloomberg, o mais provável é que a recuperação se fortaleça no terceiro trimestre, antes de voltar a perder força no fim do ano, altura em que é previsível um agravamento considerável dos números do desemprego que tenderão, por sua vez, a retrair o consumo.

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