Walmart junta-se às "big tech" e já vale mais de um bilião de dólares em bolsa
A maior retalhista do mundo sobe 1,6% esta terça-feira para 126 dólares por ação. A empresa tem, desde 20 de janeiro, um novo presidente executivo.
É a primeira vez que uma retalhista atinge este marco. A norte-americana Walmart acaba de superar um bilião de dólares em capitalização de mercado, depois de uma subida de 1,6% das ações para 126 dólares.
A empresa junta-se assim a uma lista maioritariamente composta por grandes tecnológicas, como a Nvidia, a Alphabet ou mesmo a Apple. Há negócios de outros setores neste grupo, como é o caso da Berkshire Hathaway, fundada pelo célebre Warren Buffet, e a petrolífera Saudi Aramco.
A empresa, que a 20 de janeiro substituiu a Astrazeneca no Nasdaq 100, tem um novo CEO desde o início deste mês: trata-se de John Furner, de 52 anos, que sucede a Doug McMillon.
O negócio parece continuar o trajeto de resiliência e robustez, apesar das preocupações causadas com as tarifas dos EUA e com a queda na confiança do consumidor norte-americano. A Walmart tem utilizado a enorme escala e rede de fornecedores para manter os preços baixos e conquistar quota de mercado em todas os setores. As famílias que procuram uma boa relação qualidade-preço continuam a ser os maiores clientes da empresa, e as vendas online também estão a atrair novos compradores.
“Foi uma transformação digital gigantesca pela qual a Walmart passou nos últimos anos”, disse Eric Clark, diretor de investimentos da Accuvest Global Advisors, à Bloomberg. “Deixaram de ser apenas uma retalhista tradicional com lojas físicas, e usam agora a tecnologia para impulsionar as interações”, acrescentou.
Desde o início do ano, as ações já valorizaram cerca de 12%, superando o avanço de 1,9% do S&P 500.
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