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Défice do Serviço Nacional de Saúde dispara no terceiro trimestre

Dados da execução de Setembro mostram que previsões da ministra Ana Jorge estão a sair ao lado. Em três meses o défice cresceu 100 milhões de euros.

20 de Dezembro de 2010 às 21:50

Estes resultados furam as previsões do Ministério da Saúde que, aquando da apresentação dos resultados do primeiro semestre, afirmava que na segunda metade do ano se iria começar a sentir o efeito das medidas adoptadas na área do medicamento em Junho. Os efeitos estão a sentir-se, sim, mas no sentido contrário. A despesa com medicamentos cresceu 10,6% , atingindo os 1,3 mil milhões de euros, reflectindo a corrida às farmácias por parte dos utentes que, dessa forma, anteciparam o aumento dos preços dos medicamentos que entrou em vigor em Outubro.

O défice dos hospitais EPE soma e segue. Em Setembro passado fixou-se nos 275 milhões de euros, um agravamento de 29,3% face a igual período de 2009. Já os hospitais do Sector Público Administrativo (SPA) viram as suas contas deteriorar-se em 110,9% face a Setembro de 2009, registando um resultado líquido negativo de 1,7 milhões de euros.

Olhando para a prestação de cuidados, destaca-se um crescimento de 2,3% das consultas externas, mais 190 mil consultas do que as efectuadas em igual período do ano passado. O número de primeiras consultas aumentou 2,6%, enquanto os atendimentos em urgência registaram uma descida de 0,6%. No mesmo período, verificou-se uma subida de 2,2% das cirurgias em ambulatório.

A divulgação das contas acontece numa altura em que muito se tem especulado sobre o défice acumulado na Saúde. O semanário Sol avançava, na sexta-feira, que o buraco nas contas da Saúde atinge os dois mil milhões de euros, um valor que a ministra da Saúde, Ana Jorge, já desmentiu.

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