Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Dois terços vão de carro para o trabalho, só 1% de bicicleta. Em média são 19,9 minutos

O automóvel é o meio de transporte mais escolhido por quem se desloca para o trabalho ou para a escola. São mais do que há dez anos e, em contrapartida, menos pessoas usam o autocarro ou outros meios. O tempo médio no caminho é de 19,9 minutos, mas pode ultrapassar a meia hora.

Duarte Roriz
Filomena Lança filomenalanca@negocios.pt 23 de Novembro de 2022 às 13:13
  • Partilhar artigo
  • 5
  • ...

A população portuguesa que diariamente se desloca por motivos de trabalho ou estudo escolhe preferencialmente o automóvel ligeiro para se deslocar, seja como condutor, seja como passageiro. A conclusão resulta dos Censos 2021, cujos resultados definitivos foram divulgados esta quarta-feira pelo INE e que revelam que 47,9% dos residentes deslocou-se em automóvel ligeiro como condutor e 18,1% em automóvel ligeiro como passageiro. São valores acima dos verificados em 2011 (de 43,7% e 17,9%, respetivamente).


As bicicletas "representam pouco mais de 1% da utilização de transportes nestes movimentos pendulares", assinalou  o presidente do Conselho Diretivo do INE, Francisco Lima, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados. 


A bicicleta aparece entre a parcela de 9,3% de pessoas que diz usar outros meios de transporte que não o automóvel ou o autocarro (em 2011 eram 7%).  


Ao nível da mobilidade verifica-se "uma grande dicotomia ao longo de todo o território nacional", afirma Francisco Lima. Com efeito, na Área Metropolitana de Lisboa a média de tempo destinado a esta deslocação é de 25 minutos, mas há municípios que se destacam pela negativa. Caso do Barreiro, que ultrapassa a meia hora. 


No lado oposto temos a região Autónoma dos Açores, onde o tempo de deslocação é o mínimo, em média 14 minutos, exemplificou Francisco Lima. 


Os Censos foram realizados numa altura em que o país estava ainda em pandemia, mas o responsável do INE acredita que isso não terá condicionado as respostas. Até porque, explicou, a questão foi sempre colocada no sentido de perguntar como é que as pessoas se deslocavam em situação normal, sem confinamento ou teletrabalho, por exemplo. 

Ver comentários
Saber mais INE Censos transportes
Outras Notícias