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Grandes fortunas e número de milionários aumentam 9% em 2019

Em 2019, o valor das grandes fortunas mundiais e o número de milionários aumentaram 9%, conclui um relatório anual da consultora Capgemini.

Bloomberg
Ana Sanlez anasanlez@negocios.pt 09 de Julho de 2020 às 12:34
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O abrandamento da economia mundial e as guerras comerciais tiveram pouco impacto nos bolsos dos milionários em 2019. Segundo o World Wealth Report 2020 da consultora Capgemini, as grandes fortunas mundiais e o número de milionários aumentaram 9% no ano passado, depois de terem encolhido no ano anterior.

O mundo conta agora com 19,6 milhões de milionários, que a Capgemini define como indivíduos detentores de uma carteira de investimentos em ativos líquidos igual ou superior a um milhão de dólares. Estas fortunas estão avaliadas em 74 biliões de dólares, o equivalente a 65,4 biliões de euros. A subida face a 2018 foi de seis biliões de dólares, cerca de 5,3 biliões de euros.

O ranking dos países com mais milionários não se alterou face a 2018. Estados Unidos, Japão, Alemanha e China continuam a ser os países com mais acumuladores de riqueza. Estes quatro países concentram 62% da população mundial de milionários. O top 10 fica completo com França, Reino Unido, Suíça, Canadá, Itália e Holanda.

Pela primeira vez desde 2012, a região da Ásia-Pacífico não foi a que mais cresceu em termos de riqueza. O primeiro lugar do pódio em 2019 foi ocupado pela América do Norte, onde o valor das fortunas e o número de milionários aumentou 11%, o que compara com uma queda de 1% registada no ano anterior. Na Ásia, o patromónio dos milionários valorizou 8%.

A América do Norte conta agora com 39% dos milionários do mundo, com 6,3 milhões de indivíduos cujo património líquido vale mais de um milhão de dólares. Nos Estados Unidos, "os mercados beneficiaram das medidas adotadas pela Reserva Federal, que injetou milhões de dólares no sistema financeiro", conclui o estudo, que também contabiliza o impacto positivo do "otimismo em torno das empresas tecnológicas". As cinco empresas que mais contribuíram para os ganhos dos investidores no ano passado foram tecnológicas, com a Apple e a Microsoft nas posições cimeiras.

A Europa também ultrapassou a região da Ásia-Pacífico, ao dar um salto de 9%, tanto em relação ao número de milionários como ao valor das fortunas. O Velho Continente tem 5,2 milhões de milionários.

A análise ainda não reflete os impactos da pandemia, mas deixa algumas pistas sobre a possível evolução das fortunas ao longo de 2020. Segundo a Capgemini, a pandemia de covid-19 resultou numa contração de 6% a 8% da riqueza global até ao fim de abril, em comparação com o período homólogo.

Ao mesmo tempo, já se notam mudanças nas tendências de investimento, estando os investidores a dar mais importância a ativos ligados à sustentabilidade e às causas sociais e ambientais, sobretudo entre os considerados "ultra ricos", cujos ativos estão avaliados em mais de 30 milhões de dólares.

Citado no estudo, o CEO da Capgemini, Anirban Bose, afirma que o ambiente de incerteza acentuado pela pandemia "pode ser uma oportunidade para os gestores de património reavaliarem e reinventarem os seus modelos económicos e de negócio, de modo a tornarem-se mais ágeis e resilientes".
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