Economia ISEG baixa previsões de crescimento para Portugal devido a tensões comerciais EUA-China

ISEG baixa previsões de crescimento para Portugal devido a tensões comerciais EUA-China

O ISEG perdeu o optimismo do primeiro trimestre e reviu agora em baixa a previsão de crescimento do PIB nacional em 2018. O Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) justifica com as tensões no comércio mundial.
ISEG baixa previsões de crescimento para Portugal devido a tensões comerciais EUA-China
Bruno Simão/Negócios
Ana Batalha Oliveira 22 de junho de 2018 às 14:06

"A previsão para o crescimento do PIB em 2018 foi revista em baixa", anuncia o ISEG na síntese de conjuntura de Junho. O instituto prevê que o PIB português avance entre 2,2% e 2,6% no conjunto deste ano. A perspectiva mais pessimista é justificada pelo ISEG com "os riscos negativos relacionados com o desenvolvimento das tensões no comércio mundial".

Apesar de o total do ano ser afectado pela incerteza a nível internacional, "a informação relativa ao segundo trimestre sugere, para já, que o crescimento homólogo do PIB neste trimestre possa superar o registado no primeiro trimestre", avança o instituto, numa nota mais positiva.

A evolução mais positiva do segundo trimestre tem em conta que os níveis de confiança voltaram a melhorar depois de um recuo no início do ano. Em Maio, o indicador de Clima Económico do Instituto Nacional de Estatística voltou a subir e atingiu um novo máximo.

Ainda no segundo trimestre, espera-se "um menor crescimento do Consumo Privado, um maior crescimento do Investimento e um contributo menos negativo da Procura Externa Líquida".

Nos primeiros três meses do ano, os economistas do ISEG apontavam para um crescimento da economia entre os 2,4% e os 2,8% em 2018. "Sendo muito escassa a informação qualitativa e quantitativa actualmente disponível para o corrente ano, tornar-se-ia abusivo ver tendências onde elas não podem ser detectadas", justificou o instituto na altura. O PIB acabou por avançar apenas 2,1% nesse período, o que, em retrospectiva, o ISEG explica com "efeitos temporários adversos" e com "uma desaceleração das exportações superior à das importações", que considera a "principal causa directa".

Geral das previsões desce para perto dos 2%

A previsão do ISEG surge em linha com as mais recentes estimativas do Banco de Portugal e de Bruxelas. O banco central português aponta para um crescimento de 2,3% do PIB, o suficiente para "aumentar ligeiramente acima do estimado para o conjunto da área do euro, alcançando o nível observado antes da crise financeira internacional", escreveu o Banco de Portugal no comunicado do Boletim Económico de Junho. 

Em Bruxelas, a Comissão Europeia acredita que Portugal se ficará por um crescimento de 2,2%, uma perspectiva que desilude quando comparada à média da Zona Euro, que a comissão coloca nos 2,3%.

Já o BBVA é a mais pessimista das quatro instituições. O banco previa que o PIB nacional crescesse 2,3% este ano, mas recentemente reviu em baixa e avança uma estimativa de 2% para o conjunto do ano.




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