Economia Mário Centeno: “Só descongelar carreiras” no Estado não chega

Mário Centeno: “Só descongelar carreiras” no Estado não chega

No discurso de abertura do congresso do INA subordinado ao tema “construir hoje a Administração Publica do futuro” o ministro das Finanças evitou a palavra proibida “aumentos”. “Sustentabilidade” foi o termo enfatizado.
Mário Centeno: “Só descongelar carreiras” no Estado não chega
Bruno Colaço
Elisabete Miranda 16 de maio de 2018 às 10:40

Mário Centeno falou esta quarta-feira, 16 de Maio, perante uma plateia com centenas de funcionários públicos mas evitou o tema quente do momento. Sem nunca referir a palavra "aumentos", o ministro das Finanças preferiu enfatizar a expressão "sustentabilidade" – que, ao contrário do que se possa dizer, não é "uma ideia tecnocrata", sublinhou.

 

Discursando na abertura do ciclo de encontros do INA subordinado ao tema "construir hoje a Administração Publica do futuro", Mário Centeno referiu que, "apesar do que já foi feito nesta legislatura, sabemos que ainda muito há a fazer".

 

Além de ter vindo a ceder na harmonização das condições de trabalho entre os funcionários públicos com contratos diferentes, o Governo avançou com o descongelamento das carreiras, que custará cerca de 600 milhões de euros até 2020. Mário Centeno reconhece que, depois de praticamente uma década de estagnação para os funcionários públicos, "só o descongelamento não chega". Só que, tudo o que há para fazer "tem de ser feito com passos sólidos, estratégicos, e articulados, sempre compatível com os recursos do País."

 

"Se pusermos esta última condição em causa nunca conseguimos o progresso que desejamos", voltou a avisar, para quem vem reclamando aumentos salariais já em 2019.

 

Para já, para o Governo, a urgência da transformação está na forma como os serviços públicos se deverão organizar para fazer face às transformações tecnológicas, ambientais e etárias do futuro.

 

O ministro das Finanças reconhece que a "capacidade organizacional da Administração Pública para implementar novas gerações de políticas públicas depende muitos dos seus trabalhadores, da sua motivação e das suas competências". Por isso, será necessário que os funcionários públicos estejam disponíveis para fazerem a transição para um modelo baseado em mais flexibilidade e actualização de conhecimentos.

 

Os caminhos para lá chegar são muitos, mas uma coisa é certa: "Não é possível conceber o futuro com base nos modelos do passado".




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mais votado Anónimo Há 6 dias

É preciso ter a coragem de acabar com as carreiras que já não se justificam e despedir excedentários como se faz no mundo mais rico e desenvolvido porque foi assim que chegaram lá.

comentários mais recentes
Fpublico condenado a 48 anos trabalho/descontos Há 6 dias

APESAR DE EU NÃO BENEFICIAR EM NADA COM CARREIRAS E CAMIONETAS, O SR MINISTRO DEVE É OBRIGAR A CIGANADA A TRABALHAR E PAGAR IMPOSTOS. EU NÃO SOU GRUNHO, NASCI EM PORTUGAL E SOU BRANCO.
SOU VITIMA DA DEMOCRACIA

Anónimo Há 6 dias

O mal de Portugal é terem transformado as carreiras no sector público numa espécie de Estado Social paralelo onde a prestação social se chama salário em vez de subsídio temporário de desemprego ou rendimento mínimo.

Anónimo Há 6 dias

A geringonça das esquerdas unidas já tem na calha um decreto lei que ilegaliza a condição de mediocridade do crescimento económico português face a seus pares.

Anónimo Há 6 dias

Concordo plenamente que a reforma seja dada um dia antes de morrer... ainda bem que sou deputado.

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