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Miguel Relvas: "País não recebe lições de ninguém sobre racismo"

O ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares mostrou-se hoje irritado com as acusações de racismo aos adeptos do FC Porto por parte do clube de futebol inglês Manchester City e defendeu que Portugal "não recebe lições de ninguém".

Lusa 27 de Fevereiro de 2012 às 22:11
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"Isso é uma matéria que me irrita. Se há país que não recebe lições de ninguém em matéria de racismo ou xenofobia é Portugal. Não podemos permitir insinuações de outros povos que não têm a frontalidade de assumir a aproximação cultural e a nossa tradição universalista", afirmou Miguel Relvas, à margem da apresentação do Plano Nacional de Ética no Desporto (PNED), em Lisboa.

O responsável governamental acrescentou que "Portugal pede meças a todos os outros povos do Mundo" no que toca a fenómenos de violência e corrupção no Desporto, referindo-se à polémica após a recepção dos "dragões" aos "citizens", na Liga Europa.

"Temos de ser intransigentes. Temos pouco a aprender e muitos exemplos a dar nessas matérias", afirmou, desejando ainda "um bom espectáculo" para o próximo Benfica-FC Porto, sexta-feira, na 21.ª jornada da Liga de futebol.

Miguel Relvas acrescentou que a "actividade desportiva tem de ser assumida com muita tranquilidade e civismo", salientando a necessidade das iniciativas governamentais para fomentar a ética na "formação para a vida de seres humanos fortes e saudáveis no mundo difícil em que vivemos", como os atletas Nelson Évora e Vanessa Fernandes, distinguidos com medalhas de ouro de Honra ao Mérito Desportivo.

O PNED contempla uma Comissão Científica de Honra de mais de duas dezenas de personalidades, liderada pelo presidente da República, Cavaco Silva, e outros vultos do Desporto luso como Mário Moniz Pereira, Eusébio, Rosa Mota, entre outros.

O antigo candidato à presidência do Sporting Sérgio Abrantes Mendes foi designado Provedor da Ética no Desporto, existindo ainda uma bolsa de outras individualidades que terão as funções de Embaixadores da Ética Desportiva, composta por atletas, treinadores, dirigentes, entre outros agentes.

"No essencial, o que quero sublinhar é que só apostando na valorização do positivo é que vamos mitigando o negativo: não podemos ignorar os flagelos e devemos todos, também através do PNED, combatê-los, reprimi-los, dissuadi-los. Mas, acima de tudo, cabe-nos a tarefa a montante: evitá-los", disse o secretário de Estado do Desporto e da Juventude, Alexandre Mestre.

Para Mestre, "não se pode deixar generalizar a ideia de que o Desporto é terreno fértil e exclusivo para dirigentes corruptos" e "a atenção não deve ser dada ao dopado", mas antes "ao esforçado".

O PNED, projectado a quatro anos, inclui numerosas acções e iniciativas nas áreas da educação e da formação, com campanhas, publicações e concursos para a sua divulgação, além da sua promoção específica em diversos eventos desportivos.

Entre as muitas actividades previstas contam-se formações para professores e outros destinatários como atletas e técnicos, a criação de uma plataforma na Internet, a revisão do Código de Ética do Desporto, assim como a presença no seio da missão olímpica Londres2012 e noutros acontecimentos emblemáticos como as finais da Taça da Liga e da Taça de Portugal de futebol.

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