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Operação anunciada pelo BCE não é suficiente, diz Lagarde

A directora geral do Fundo Monetário Internacional diz que o programa de compra de dívida do Banco Central Europeu é um "complemento muito importante", mas que sozinho não chega e que são precisas reformas estruturais.

Bloomberg
Negócios negocios@negocios.pt 23 de Janeiro de 2015 às 10:27
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"Não acho que [o programa do BCE de compra de dívida pública] seja suficiente, por si só, para reactivar o crescimento da actividade económica. É um complemento muito importante, mas são necessárias mais reformas estruturais que melhorem a competitividade de um certo número de economias", afirmou esta sexta-feira a directora-feral do Fundo Monetário Internacional (FMI) Christine Lagarde.

 

Lagarde, que falava em entrevista à televisão pública France 2, sublinhou, no entanto, que "o montante surpreendeu os mercados" e que a operação "foi bem apresentada e bem explicada" e que "desse ponto de vista foi um verdadeiro sucesso por parte do BCE".

 

Ontem, Mário Draghi anunciou a compra de 60 mil milhões de euros por mês de títulos de dívida pública na zona euro, uma operação que avançará em Março. O objectivo é animar as economias nacionais, com maior liquidez nos mercados.

 

A questão que se coloca é saber "se os bancos vão sentir confiança suficiente para conceder crédito à economia" e "se os particulares vão ter confiança para gastar e as empresas para investir", questionou também  a director-geral do FMI, que disse temer que as decisões demoradas possam ser muito prejudiciais para o crescimento económico.

 

Lagarde lembrou que "temos actualmente um risco muito sério contra o qual o BCE está muito emprenhado e que é o de uma inflação muito baixa ou deflação".

 

"As medidas financeiras estão em curso, agora é necessário reestabelecer a confiança e precisamos de políticas fiscais razoáveis para realizar reformas estruturais", concluiu.  Sobre o tipo de reformas que considera essenciais, Lagarde deu como exemplos as que foram levadas a cabo em França, Espanha ou as que deverão agora avançar em Itália.

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