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Pais e professores querem adiar acesso ao ensino superior

Os representantes de pais e professores propõem soluções diferentes para o acesso ao ensino superior este ano.

José Sena Goulão/Lusa
Negócios jng@negocios.pt 02 de Abril de 2020 às 09:55
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Os representantes de pais e professores defendem que o acesso ao ensino superior, habitualmente definido pelos exames nacionais realizados em junho e julho, seja adiado para setembro ou outubro. A notícia é avançada esta quinta-feira, 2 de abril, pela Renascença, que cita as várias associações ligadas à educação.

Em causa está a convicção de que as escolas, encerradas deste o final do 2.º período, não irão reabrir após as férias da Páscoa. Não há, para já, uma solução definida para o acesso ao ensino superior e as propostas são várias.

Mário Nogueira, da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), admite a possibilidade de "as instituições fazerem a seleção dos candidatos, o que possibilitaria não realizar os exames nacionais do 12.º ano". Em alternativa, propõe a recalendarização dos exames, uma solução também defendida por João Dias da Silva, presidente da Federação Nacional da Educação (FNE), bem como pela presidente do Sindicato Independente dos Professores e Educadores (SIPE), Júlia Azevedo.

Já Jorge Ascenção, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, propõe uma experiência "piloto", em que "a avaliação do 12.º ano, feita pelas escolas, seja terminal e certificante, com base num prova de avaliação de conhecimentos e competências, presencial se necessário, em junho, julho ou mais tarde". Essa avaliação seria complementada pelas universidades, a quem caberia a responsabilidade de acesso ao ensino superior.
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