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Passos Coelho quer "respostas convincentes" da União Europeia à crise de refugiados

O primeiro-ministro português estará reunido esta quarta-feira numa cimeira com os 28 líderes europeus para discutir a crise de refugiados. Antes da reunião, Passos Coelho criticou a forma como a União Europeia está a lidar com a crise.

Bruno Simão/Negócios
Liliana Borges LilianaBorges@negocios.pt 23 de Setembro de 2015 às 17:36
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"O mundo inteiro olha para esta situação e avalia o nível de organização, a importância da própria União Europeia em função das respostas que ela é capaz de dar", sublinhou esta quarta-feira, 23 de Setembro, Pedro Passos Coelho sobre a cimeira com os seus homólogos em Bruxelas.

O primeiro-ministro português quer "respostas mais convincentes" e considera que o processo de recenseamento das pessoas está a ser "muito imperfeito", o que justifica o atraso no acolhimento em países como Portugal, escreve a Lusa.

Esta terça-feira, uma votação entre os ministros do Interior dos 28 países da União Europeia aprovou a redistribuição de 120 mil refugiados durante os próximos dois anos. A Portugal foi atribuída uma quota de cerca de 4500 refugiados.

"No que está ao nosso alcance estamos a trabalhar intensamente para que possamos tão rapidamente quanto possível ajudar a dar uma resposta de integração efectiva para estas pessoas", afirmou Passos. No entanto, o primeiro-ministro português acredita que a Europa precisa "de se organizar melhor e mais depressa" para inverter a imagem que está a passar.

O líder do Governo sublinhou a importância de distinguir a "tragédia humanitária dos refugiados" dos casos de migração económica: "são questões diferentes que têm de ser tratadas de forma diferente".

Também esta quarta-feira o Conselho Português para os Refugiados (CPR) acusou a recepção de mais de 100 câmaras municipais do país que se disponibilizaram para acolhimento dos refugiados, com residências e outras formas de apoio. "A par disso temos tido outras manifestações de apoio, a Inatel, por exemplo, a Comunidade Islâmica. Também a AMI disse estar disponível com os seus Centros Porta Amiga", disse Teresa Tito Morais, presidente da CPR, que disse que o número de propostas e apoios que chegaram ao Conselho já ultrapassou as mil mensagens.

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