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Pedidos de subsídios de desemprego nos EUA sobem depois do Natal

A possibilidade de que tenham sido contratadas temporariamente mais pessoas do que o normal na época natalícia ganha força, com o número de pedidos de subsídios de desemprego a aumentar acima do esperado na semana passada.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 12 de Janeiro de 2012 às 13:54
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Os pedidos de subsídios de desemprego nos Estados Unidos subiram acima do esperado na semana passada, o período que se seguiu à época do Natal.

Com o número de pessoas a procurarem subsídios que as protegem face ao desemprego a aumentar, ganha força a ideia de que houve um aumento acima do vulgar nas contratações temporárias durante o Natal, segundo a Bloomberg. Isto porque a época natalícia acabou e as empresas poderão estar, agora, a dispensar os funcionários que contrataram antes da época.

Na semana que terminou a 7 de Janeiro, foram pedidos mais 24 mil subsídios de desemprego do que na semana anterior, elevando o número total para 399 mil pedidos, segundo os dados divulgados pelo Departamento do Trabalho. É um máximo de seis semanas, indica o “Financial Times”.

As previsões dos economistas consultados pela Bloomberg apontavam para que o número total de pedidos de subsídios de desemprego se fixasse em 375 mil.

O Departamento do Trabalho indicou também que o número de pessoas que continua a receber os subsídios de desemprego aumentou em 19 mil desempregados para um total de 3,63 milhões, acima do esperado pelos economistas.

“A procura laboral ainda não é forte o suficiente para suportar uma recuperação completa no emprego. [Contudo], o mercado laboral está a caminhar na direcção correcta”, comentou à Bloomberg o economista do Credit Suisse, Henry Ho.

Ainda assim, o número de pedidos de desemprego tem vindo a cair no final do ano, o que tem dado indicações de que os EUA poderão estar a verificar uma moderação da volatilidade no seu mercado laboral.

Hoje, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) avançou que a economia global, no seu todo, continuaria a caminhar para um abrandamento. No entanto, a OCDE indicou que os EUA, a par do Japão e da Rússia, apontam para um ponto de viragem económica, em direcção a um desempenho económico mais positivo.
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