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PJ impede ataque terrorista na Universidade de Lisboa

Polícia Judiciária apreendeu várias armas proibidas e outros artigos suscetíveis de serem usados na prática de crimes violentos, bem como um plano escrito com os detalhes da ação criminal a desencadear por um jovem de 18 anos. O Negócios sabe que o detido é aluno da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

Negócios jng@negocios.pt 10 de Fevereiro de 2022 às 18:58
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A Unidade Nacional Contraterrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária procedeu nesta quinta-feira à realização de "uma operação tendente ao cumprimento de mandados de busca domiciliária, no âmbito de inquérito titulado pela Secção de Investigação do Crime Violento do DIAP de Lisboa, informou a PJ em comunicado, adiantando ter travado um ataque terrorista.

 

A investigação foi desencadeada por suspeitas de atentado dirigido a estudantes universitários da Universidade de Lisboa, explica.

 

"Face à gravidade das suspeitas, foi atribuída a máxima prioridade à investigação, a qual permitiria, no dia hoje, às primeiras horas do dia, interromper a atividade criminosa em curso".

 

Na sequência das buscas realizadas, "seriam apreendidos vastos elementos de prova, que confirmariam as suspeitas iniciais", diz a PJ.

 

"Além de várias armas proibidas, seriam igualmente apreendidos outros artigos suscetíveis de serem usados na prática de crimes violentos, vasta documentação, isto para além um plano escrito com os detalhes da ação criminal a desencadear".

 

O arguido detido em flagrante delito pela posse das referidas armas encontra-se igualmente indiciado pela prática do crime de terrorismo. Esse arguido, que tem 18 anos, será amanhã presente a primeiro interrogatório judicial para sujeição à medida de coação tida por adequada, indica ainda o comunicado da Polícia Judiciária.

O Negócios sabe que o detido é aluno da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que entretanto reagiu em comunicado. "A Faculdade de Ciências, após contacto das autoridades, colaborou estreitamente no contexto da investigação em curso que levou ao desenlace hoje conhecido, com o qual nos congratulamos. O assunto está agora nas mãos das entidades competentes. O trabalho desenvolvido pelas autoridades permitiu sempre que a segurança da comunidade de Ciências estivesse salvaguardada, não tendo havido, nem havendo, indícios que aconselhem a alterar o normal funcionamento da Escola", refere.

 

(notícia atualizada às 22:24 com o comunicado da Faculdade de Ciências)

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