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Alerta do FBI impede ataque na Universidade de Lisboa

Ação estava planeada para esta sexta-feira e era dirigida a estudantes da Faculdade de Ciências de forma indiscriminada. Polícia Judiciária teve colaboração internacional. Não há indícios de motivações religiosas.

Reuters
Ana Petronilho anapetronilho@negocios.pt 10 de Fevereiro de 2022 às 21:47
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Um jovem de 18 anos, de nacionalidade portuguesa, foi detido esta quinta-feira pela Polícia Judiciária, que diz ter impedido assim uma “ação terrorista” planeada para hoje e apreendido várias armas proibidas.

Em comunicado com o título “impedida ação terrorista”, a PJ afirma que a investigação que levou à detenção foi desencadeada “por suspeitas de atentado dirigido a estudantes universitários da Universidade de Lisboa”.

Através da Unidade Nacional Contraterrorismo (UNCT), a PJ encetou a operação, cumprindo mandados de busca domiciliária.

A PJ acredita que está a lidar com uma pessoa perturbada. Oriundo da zona de Fátima, o jovem encontrava-se a morar nos Olivais, na zona norte da cidade de Lisboa.

O Negócios sabe que o detido é aluno da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que entretanto também reagiu. "A Faculdade de Ciências, após contacto das autoridades, colaborou estreitamente no contexto da investigação em curso que levou ao desenlace hoje conhecido, com o qual nos congratulamos. O assunto está agora nas mãos das entidades competentes. O trabalho desenvolvido pelas autoridades permitiu sempre que a segurança da comunidade de Ciências estivesse salvaguardada, não tendo havido, nem havendo, indícios que aconselhem a alterar o normal funcionamento da Escola", diz em comunicado.

“Face à gravidade das suspeitas, foi atribuída a máxima prioridade à investigação, a qual permitiria, interromper a atividade criminosa em curso”, detalha a Polícia Judiciária. Segundo a PJ, foram apreendidos “vastos elementos de prova, que confirmariam as suspeitas iniciais”.

Além de armas proibidas foram apreendidos outros artigos, “suscetíveis de serem usados na prática de crimes violentos” e vasta documentação, “além de um plano escrito com os detalhes da ação criminal a desencadear”.

O arguido, detido em flagrante pela posse das armas, está também indiciado pela prática do crime de terrorismo. Será na sexta-feira presente a primeiro interrogatório judicial.

Fonte ligada ao processo disse à agência Lusa que o alerta para o atentado terrorista foi dado pelo FBI, unidade de polícia do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

A mesma fonte confirmou que o detido tem nacionalidade portuguesa e que o ataque estava previsto para esta sexta-feira. No entanto, a fonte adiantou que seria um atentado a título individual e não teria por detrás a ação de um grupo ou motivações religiosas.

Referiu ainda que esta cooperação entre as polícias dos vários países no combate ao terrorismo tem levado os Estados Unidos, na sequência dos atentados do 11 de setembro de 2001, a “fazerem um varrimento regular transversal da ‘dark net’ e de ‘sites’ considerados perigosos, o que tem permitido antecipar atentados terroristas”. 

* com Lusa

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