Portugal vende paracetamol em doses "perigosas" e acima do recomendado pelos EUA
Portugal está a comercializar o paracetamol em doses consideradas perigosas e acima dos níveis recomendados este mês pelos Estados Unidos, no último alerta publicado pela Food and Drug Administration (FDA), organismo norte-americano responsável pelo controlo, teste e aprovação de alimentos e fármacos.
Portugal está a comercializar o paracetamol em doses consideradas perigosas e acima dos níveis recomendados este mês pelos Estados Unidos, no último alerta publicado pela Food and Drug Administration (FDA), organismo norte-americano responsável pelo controlo, teste e aprovação de alimentos e fármacos.
Segundo o alerta, citado pelo jornal Público, só nos postos de venda livre (fora das farmácias) representou em 2008, isoladamente, 12,6% de todos os fármacos comercializados.
É o resultado de uma "lei particularmente permissiva" que preocupa Hipólito de Aguiar, farmacêutico e professor universitário.
Porque, explica, a dose tóxica desta substância é "relativamente baixa", podendo o fígado entrar facilmente em falência. Por isso, Hipólito de Aguiar concorda com o último relatório sobre este produto, onde a FDA recomenda que se reduza "imediatamente" a dose máxima permitida por cada comprimido (de 1000 miligramas para 650) e que o consumo máximo diário permitido passe a ser de 3250, em vez dos actuais 4000, para evitar situações de overdose.