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Ucrânia "tecnicamente pronta" para se juntar à UE em 2027, diz Zelensky

A União Europeia já deu claros sinais de que não há um calendário concreto para a entrada da Ucrânia, mas Zelensky não desiste: diz que tudo estará pronto no próximo ano.

 Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky
Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky Marcin Obara/ Lusa_EPA
11:14

Apesar de a União Europeia (UE) já ter posto água na fervura, o Presidente ucraniano continua a insistir que o país está pronto para se juntar ao bloco no próximo ano. "Tecnicamente estaremos prontos em 2027", disse esta sexta-feira Volodymyr Zelensky, em declarações aos jornalistas.

O líder ucraniano diz que no final de 2026 o país terá implementado os principais requsitos para a adesão, e sublinhou a importância de ter um "claro calendário", até porque entende que ser membro da UE representa um importante passo em termos de segurança contra a Rússia.

A Comissão Europeia não parece, no entanto, ter pressa em fazer avançar o processo. Já em dezembro, a comissária para o Alargamento, Marta Kos, recusou fixar uma data para a adesão e classificou as notícias da entrada da Ucrânia na UE a 1 de janeiro de 2027 como "especulação". A postura foi reforçada na quinta-feira pelo ministro dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo,  Xavier Bettel, ao dizer que a Europa "tem regras e temos de as respeitar" - insistir na data é contraprodutivo, alertou.

A adesão à UE implica uma decisão unânime dos 27 Estados-membros e há pelo menos um país frontalmente contra: a Hungria.

Mas se o líder ucraniano, por um lado, se mostrou ansiosos por fazer parte do clube europeu, por outro não poupou nas críticas: voltou a dizer que deixaram as defesas aéreas da Ucrânia desfalcadas perante os ataques com mísseis russos que fizeram mira às infraestruturas energéticas - a 20 de janeiro, 34 mísseis balísticos e de cruzeiro foram lançados contra a Ucrânia.

Zelensky tem sido, aliás, muito crítico da UE. Ainda este mês, "Em vez de se tornar um poder global, a Europa mantém-se como um bonito caleidoscópio de poderes médios", lamentou.

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