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Ventura recusa-se a apelar ao voto e Seguro acusa-o de querer "mudar de regime"

Nos últimos dias, a campanha dos candidatos presidenciais tem sido ofuscada e dominada pela tempestade Kristin, que deixou um rasto de destruição em Portugal continental, levando-os mesmo a alterar as suas agendas, mas esta quarta-feira mudou de tom, apesar de o mau tempo continuar a ser tema.

19:47

Apesar de a campanha eleitoral para a segunda volta das presidenciais estar na reta final, André Ventura recusou-se esta quarta-feira a apelar ao voto por causa das populações afetadas pela tempestade e António José Seguro acusou-o de querer "mudar de regime".

Nos últimos dias, a campanha dos candidatos presidenciais tem sido ofuscada e dominada pela tempestade Kristin, que deixou um rasto de destruição em Portugal continental, levando-os mesmo a alterar as suas agendas, mas hoje mudou de tom, apesar do mau tempo continuar a ser tema.

A quatro dias das eleições presidenciais, André Ventura, apoiado pelo Chega, partido que lidera, recusou-se a apelar ao voto quando as populações estão a lidar com os efeitos do mau tempo, apesar de admitir "riscos políticos".

"Não me parece fazer sentido que a minha mensagem seja de apelo ao voto, parece-me que a minha mensagem deve ser 'resolvam os problemas destas pessoas'", afirmou aos jornalistas, antes de uma visita à Adega Monte Novo e Figueirinha, em Beja.

O candidato admitiu que esta postura "tem riscos políticos, evidentemente", mas remeteu essa análise para domingo.

André Ventura recusou-se a apelar aos eleitores, mas aproveitou para pedir ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para cancelar a visita a Espanha, prevista para sexta-feira, para poder estar junto das populações afetadas pelo mau tempo.

Este apelo surge um dia depois de já ter criticado a deslocação que o chefe de Estado fez ao Vaticano, para se encontrar com o Papa Leão XIV.

Por seu lado, António José Seguro, apoiado pelo PS, perguntou se Portugal aceitaria viver "cinco anos de turbulência" e de oposição desde Belém contra o primeiro-ministro, como diz que faria o seu opositor, acusando-o de querer "mudar de regime".

Num almoço de campanha em Castro Verde, distrito de Beja, Seguro voltou à ideia de que "nunca foi tão fácil identificar o que separa os dois candidatos" que disputam a segunda volta, têm dois perfis e dois caminhos políticos completamente diferentes.

O antigo secretário-geral do PS prometeu ser um "Presidente que una, que agregue, moderado e dialogante".

"Um Presidente que não foge aos problemas, os encara de frente, mas encontra nas regras da democracia as soluções para colocar todos, particularmente o Governo, exigindo-lhe resultados no sentido de encontrar as melhores respostas para que os portugueses possam ter uma vida melhor", assinalou.

Um dia depois de uma sondagem da Universidade Católica que o dá com 67% contra os 33% de Ventura, Seguro voltou a avisar que apesar da "vantagem considerável", não são as sondagens que "elegem presidentes".

Para o candidato apoiado pelo PS é essencial que todos vão às urnas no domingo e "não basta ter o voto no coração ou ter o voto na cabeça".

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