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Operadoras de telecomunicações atiram-se a Marcelo. “Declarações injustas e desajustadas”, diz Apritel

A associação que representa as operadoras de telecomunicações reage com dureza às críticas de Marcelo Rebelo de Sousa, que afirmou que as telecom "portaram-se mal" na sequência da tempestade.

Marcelo acusou as operadoras de 'portarem-se mal' na sequência da tempestade.
Marcelo acusou as operadoras de "portarem-se mal" na sequência da tempestade. Estela Silva/Lusa
19:26

Depois dos CEO da e da  criticarem Marcelo Rebelo de Sousa, agora é a vez de as operadoras em bloco, através da associação que as representa, a Apritel, reagirem com dureza às declarações do Presidente da República, que nesta quarta-feira na sequência da tempestade que deixou um rasto de destruição na região centro do país.

Palavras que no entender da Apritel “não refletem o esforço excecional, contínuo e coordenado que os operadores de comunicações têm vindo a desenvolver desde o primeiro momento na resposta aos impactos da depressão Kristin”, afirma em comunicado a organização liderada por António Coimbra. E insiste: são declarações “injustas e desajustadas, não reconhecendo a dimensão do esforço extraordinário que está a ser desenvolvido no terreno, nem a complexidade e o risco associados a estas operações”.

“A depressão Kristin teve um impacto sem precedentes nas infraestruturas de comunicações. Para responder a esta situação extrema, foram mobilizados mais de 3.000 profissionais, que permanecem no terreno desde o primeiro momento, num esforço ininterrupto, muitas vezes em condições de risco de segurança”, sublinha a organização liderada por António Coimbra.

São declarações injustas e desajustadas, não reconhecendo a dimensão do esforço extraordinário que está a ser desenvolvido no terreno. Apritel, Comunicado

A Apritel enumera mesmo o risco enfrentado pelos profissionais do setor que estão no terreno: dificuldades de acesso às áreas com maior grau de destruição; cortes e condicionamentos de vias rodoviárias, com impacto direto na chegada de equipas e materiais; persistência de condições meteorológicas adversas, limitando intervenções técnicas e trabalhos em altura; condições de segurança exigentes, impondo atuação coordenada e validação prévia antes de qualquer intervenção; reincidência de estragos, com ocorrência de danos adicionais após reposições iniciais; e persistência de falhas de fornecimento elétrico em diversas zonas

“Desde a primeira hora, os operadores ativaram todas as medidas de contingência disponíveis, incluindo conectividade por satélite, instalação de geradores, camiões itinerantes, ‘bolhas’ de conectividade e autonomia energética, bem como a instalação de estações móveis provisórias em locais estratégicos, com prioridade absoluta ao reforço das comunicações da Proteção Civil, das forças de segurança e ao apoio a hospitais e serviços críticos”, garante a entidade.

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