Operadoras de telecomunicações atiram-se a Marcelo. “Declarações injustas e desajustadas”, diz Apritel
A associação que representa as operadoras de telecomunicações reage com dureza às críticas de Marcelo Rebelo de Sousa, que afirmou que as telecom "portaram-se mal" na sequência da tempestade.
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Depois dos CEO da Nos e da Meo criticarem Marcelo Rebelo de Sousa, agora é a vez de as operadoras em bloco, através da associação que as representa, a Apritel, reagirem com dureza às declarações do Presidente da República, que nesta quarta-feira afirmou que as companhias se “portaram mal” na sequência da tempestade que deixou um rasto de destruição na região centro do país.
Palavras que no entender da Apritel “não refletem o esforço excecional, contínuo e coordenado que os operadores de comunicações têm vindo a desenvolver desde o primeiro momento na resposta aos impactos da depressão Kristin”, afirma em comunicado a organização liderada por António Coimbra. E insiste: são declarações “injustas e desajustadas, não reconhecendo a dimensão do esforço extraordinário que está a ser desenvolvido no terreno, nem a complexidade e o risco associados a estas operações”.
“A depressão Kristin teve um impacto sem precedentes nas infraestruturas de comunicações. Para responder a esta situação extrema, foram mobilizados mais de 3.000 profissionais, que permanecem no terreno desde o primeiro momento, num esforço ininterrupto, muitas vezes em condições de risco de segurança”, sublinha a organização liderada por António Coimbra.
A Apritel enumera mesmo o risco enfrentado pelos profissionais do setor que estão no terreno: dificuldades de acesso às áreas com maior grau de destruição; cortes e condicionamentos de vias rodoviárias, com impacto direto na chegada de equipas e materiais; persistência de condições meteorológicas adversas, limitando intervenções técnicas e trabalhos em altura; condições de segurança exigentes, impondo atuação coordenada e validação prévia antes de qualquer intervenção; reincidência de estragos, com ocorrência de danos adicionais após reposições iniciais; e persistência de falhas de fornecimento elétrico em diversas zonas
“Desde a primeira hora, os operadores ativaram todas as medidas de contingência disponíveis, incluindo conectividade por satélite, instalação de geradores, camiões itinerantes, ‘bolhas’ de conectividade e autonomia energética, bem como a instalação de estações móveis provisórias em locais estratégicos, com prioridade absoluta ao reforço das comunicações da Proteção Civil, das forças de segurança e ao apoio a hospitais e serviços críticos”, garante a entidade.
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