Salário dos professores e trabalho na sala subiram, mas horário anual é inferior à média da OCDE
Entre 2005 e 2011, os salários dos professores portugueses de todos os níveis de ensino subiram 12 por cento, quatro vezes mais do que a subida média de três por cento nos países da OCDE, de acordo com o relatório "Education at a Glance 2013".
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O documento indica que em 2011 os salários dos docentes eram cerca de 19 por cento mais elevados do que os de muitos trabalhadores com idêntica formação superior noutros sectores.
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Já no ano passado, quando da apresentação do relatório frisava-se que os professores portugueses auferiam salários superiores a outros trabalhadores licenciados.
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Responsáveis da OCDE admitiam na ocasião uma alteração da situação em 2012, devido às medidas de austeridade, incluindo os cortes salariais no sector público. No entanto, o documento agora divulgado não contém dados do ano passado.
Os relatores referem, por outro lado, que foram também alargadas as horas de trabalho.
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"Os professores passaram 880 horas a ensinar na sala de aula, nas escolas do 1.º e 2.º ciclos, em 2011, quase mais 100 horas do que média dos países da OCDE, e mais 65 horas do que em 2005", lê-se no relatório.
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Nas escolas públicas com 3.º Ciclo e secundário o aumento foi "ainda mais drástico", referem os autores do estudo.
De 2005 para 2011 o tempo de ensino aumentou em 210 horas para os professores do 3.º Ciclo e 265 horas para os do ensino secundário - até 774 horas de ensino por ano em ambos os casos -, excedendo a média da OCDE de 65 e 111 horas respectivamente.
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Para a OCDE, o tempo de ensino corresponde ao passado a ensinar “um grupo ou uma turma de alunos”, excluindo, portanto, o destinado a outras tarefas dentro ou fora da escola.
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Já comparando o total de horas regulamentares de trabalho — incluindo a chamada componente não lectiva –o horário total de um professor de uma escola pública em Portugal é contudo menor: 1508 horas por ano, quando a média da OCDE ronda as 1670 e a da União Europeia as 1698.
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