Educação Monumento ao Precário Desconhecido vai ser descerrado em 31 de janeiro em Lisboa

Monumento ao Precário Desconhecido vai ser descerrado em 31 de janeiro em Lisboa

O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, disse esta segunda-feira à agência Lusa, no Porto, que no dia 31 de janeiro, em frente à Presidência do Conselho de Ministros, em Lisboa, vai ser descerrado um monumento ao Precário Desconhecido.
Monumento ao Precário Desconhecido vai ser descerrado em 31 de janeiro em Lisboa
Lusa
Lusa 14 de janeiro de 2019 às 21:39

Em declarações à margem do protesto de professores e investigadores em frente à Reitoria da Universidade do Porto (UP) contra a forma como está a decorrer a regularização dos precários a nível nacional, o sindicalista Mário Nogueira explicou que o monumento visa criticar a forma como o Governo está a líder com o processo.

 

"Simbolicamente, no dia 31 de janeiro, à porta da Presidência do Conselho de Ministros, a Fenprof, e outras instituições que entendam estar presentes, vai descerrar o monumento ao Precário Desconhecido, para dizer aos portugueses que este Governo não está a resolver um problema gravíssimo de gente que não tem nenhuma expectativa de vida no futuro", afirmou Mário Nogueira, referindo-se ao Programa de Regularização de Vínculos Precários na Administração Pública (PREVPAP).

 

"Estamos, em sede de PREVPAP, há mais de um ano a analisar e a votar os requerimentos, que são mais de 3.200, apresentados pelos docentes e investigadores do Ensino Superior", referiu o dirigente da Fenprof, adiantando que se trata de situações "claramente de necessidade permanente das instituições" e que incluem "investigadores e docentes há mais de 10 anos com vínculos precários" por "decisão do Ministério da Ciência e do Ensino Superior e também do Ministério das Finanças".      

 

Relatando terem sido "pouquíssimos os casos que passaram no crivo da apreciação" Mário Nogueira acusou os reitores, da UTAD [Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro] e também da Universidade do Algarve de criarem obstáculos à regularização de vínculos.

 

"Tiveram a distinta lata de dirigirem cartas quer à própria comissão quer ao ministro, dizendo que foram deferidos mas façam o favor de anular isso que nós não os queremos cá", disse.

 

"Ao fim deste ano e dois meses, o número de contratos, dos mais de 3.200 requerentes, celebrados que decorrem das apreciações e deferimentos do requerimento das pessoas é zero", denunciou o sindicalista, para quem ainda "falta a apreciação de mais de 500 requerimentos em primeira apreciação, que são ainda metade dos docentes e investigadores da Universidade do Porto, 25% da Universidade de Lisboa e mais de 50% tanto de Coimbra como de Aveiro".

 

E concluiu: "a UP votou contra todos os requerimentos e por isso não nos parece que vá querer ter outra posição, mas é importante e indispensável que o primeiro-ministro (...) tenha atenção para um setor, em que menos de 10% foram considerados em primeira análise e zero os contratos assinados".




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