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CGTP conseguiu 115 mil novos sindicalizados. Falta saber quantos perdeu

A meta estabelecida há quatro anos, de 110 mil pessoas, foi ultrapassada, anunciou Arménio Carlos no discurso de abertura do congresso da CGTP. Falta saber quantos saíram.

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A CGTP conseguiu, nos últimos quatro anos, 114,7 mil novas sindicalizações, ultrapassando a meta estabelecida no último congresso, de 110 mil novos sindicalizados.

Os dados foram revelados, como já é habitual, por Arménio Carlos, no discurso de abertura do congresso que começou esta sexta-feira, no Seixal. "São mais 114.683 trabalhadores que se juntam às muitas centenas de milhares que têm na CGTP a sua organização sindical de classe".

Contudo, os dados do discurso não permitem perceber quantos sindicalizados perdeu a CGTP, que tem vindo a perder representatividade. Entre 2012 e 2016 o número de associados recuou 10% para 550 mil pessoas, seguindo, aliás, uma tendência estrutural.

Ainda assim, é possível referir que o número de novas entradas foi ligeiramente superior aos quatro anos anteriores, marcados pela crise económica, altura em que se captaram 105 mil novos sindicalizados.

De acordo com o relatório de atividades proposto ao congresso, foi na administração pública que a CGTP conseguiu mais associados (27 mil), seguindo-se o comércio, escritório e serviços (22 mil), setor de origem da nova secretária-geral, Isabel Camarinha, que será confirmada durante o congresso.

A adesão também mais relevante entre os professores (8 mil) ou no setor da saúde (7 mil) do que por exemplo no setor da banca (1,5 mil pessoas).


Congresso vai eleger nova secretária-geral

O XVI Congresso da CGTP, que junta mais de 700 delegados no Seixal, ficará marcado por uma forte renovação de dirigentes e pela substituição do líder da intersindical.

Existirá ainda uma forte renovação dos principais orgãos da intersindical, devido à regra que determina que os dirigentes não devem atingir a idade da reforma durante o mandato. Trata-se de uma regra não escrita, mas a subida da idade da reforma, muito contestada pela CGTP, tem adiado a renovação.

Nove dos 29 membros da comissão executiva saem, oito deles por limite de idade, incluindo Arménio Carlos.

Esta noite será eleito o novo Conselho Nacional, o órgão mais alargado de representação de sindicatos, regiões e tendências: num total de 147 elementos vão sair 55 pessoas.

 

Do secretariado, que é o órgão que faz a gestão diária da CGTP, saem quatro dos seis membros, incluindo Deolinda Machado (responsável pela comunicação social), Graciete Cruz (ligação aos sindicatos) e João Torres (ação reivindicativa e concertação social).

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