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Desemprego regista em outubro maior descida desde início da pandemia

O mercado de trabalho em Portugal deu um sinal de melhoria no mês de outubro, com o número de desempregados a baixar em quase sete mil face a setembro, mês em que tinha sito atingido um máximo desde 2018.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 19 de Novembro de 2020 às 10:38
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O número de desempregados inscritos nos centros de emprego em Portugal inverteu em outubro a tendência de agravamento que vinha a registar nos últimos meses, embora em termos homólogos o aumento seja ainda considerável.

 

Os dados do IEFP publicados esta quinta-feira mostram que, no fim do mês de outubro de 2020, estavam registados nos centros de emprego 403.554 desempregados. A este número corresponde uma descida de 1,6% face ao que se verificava no mês de setembro, o que equivale a uma descida de 6.620 desempregados.

 

Em junho o número de inscritos também tinha descido (-2.269), mas a um menor ritmo, pelo que a redução que se verificou é a mais acentuada desde o início da pandemia. A descida de outubro permitiu mesmo anular o aumento sofrido nos últimos meses, pelo que o número de desempregados no IEFP está agora no nível mais baixo desde abril e já afastado dos mais de 410 mil em setembro, que era um recorde de 2018.

 

Na comparação com outubro do ano passado o número de desempregados inscritos aumentou 34,5%, o que corresponde a mais 103.535 pessoas à procura de emprego.

O IEFP assinala que o desemprego registado aumentou em todas as regiões menos nos Açores (queda homóloga de -0,8%), destacando-se o Algarve com o maior aumento (+134,2%). Segue-se Lisboa e Vale do Tejo (52,9%) e o Norte (23,3%).

 

Na comparação mensal de setembro para outubro, o desemprego só aumentou no Algarve (+13%), sendo que em Lisboa e Vale do Tejo e o Norte as reduções foram acima de 3 mil.


 

Este relatório do IEFP dá sinais positivos sobre o primeiro mês do quarto trimestre, sendo que as restrições mais fortes para conter a pandemia só foram impostas este mês, pelo que segundo os economistas é expectável uma nova contração da atividade económica nos últimos três meses do ano.

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