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Patrões pedem adiamento. “Na prática, não houve reunião” sobre lei laboral

A ministra do Trabalho manteve a reunião desta quarta-feira apesar da indisponibilidade da UGT. Patrões reuniram com o Governo e pediram um adiamento, propondo segunda-feira a partir das 9:00.

Francisco Calheiros falou em nome das quatro confederações depois do encontro com a ministra.
Francisco Calheiros falou em nome das quatro confederações depois do encontro com a ministra. Mariline Alves
18 de Fevereiro de 2026 às 16:33

A ministra do Trabalho manteve a reunião desta quarta-feira sobre alterações à lei laboral apesar da indisponibilidade da UGT, que garantiu que nunca concordou com a data. No encontro sem qualquer estrutura sindical, as confederações patronais pediram o adiamento da reunião, segundo descreveu Francisco Calheiros, em nome das quatro confederações, à saída do encontro com Rosário Palma Ramalho.

A reunião não demorou bastante tempo, demorou pouco. Chegámos lá acima, tivemos de esperar e na prática não houve reunião” para que serviria para “avaliar” o resultado das negociações técnicas, disse Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo (CTP), também em nome das restantes confederações patronais, no ministério do Trabalho.

“A UGT manifestou indisponibilidade para estar nesta reunião e como o nosso interesse é fazer um acordo e queremos obviamente que a UGT esteja presente. Aparentemente a UGT transmitiu à senhora ministra que esta semana não era possível e portanto as quatro entidades empregadoras manifestaram a sua disponibilidade para segunda-feira às 9:00 estarmos aqui para fazer a reunião”, acrescentou, em declarações transmitidas pela RTP.

A data e hora do encontro ficará pendente de confirmação. 

O encontro, inicialmente noticiado pelo Expresso, e confirmado pelo Negócios junto de outros parceiros sociais, foi corroborado esta terça-feira por fonte oficial do Ministério do Trabalho, como também referiu a agência Lusa. Ao Negócios, a UGT nunca confirmou presença na reunião. A CGTP garantiu que não foi convocada.

Na nota enviada à imprensa, esta manhã, a UGT lamentou "a divulgação de tal reunião, após contactos por parte do Governo nos quais a UGT informou de imediato a sua indisponibilidade para a data proposta e a sua disponibilidade para qualquer outra".

Considerando que em causa está “uma clara precipitação face à necessidade de, em reuniões desta natureza, se acordarem datas e ordem de trabalhos com os demais interlocutores” e considerando a situação "desadequada" no quadro de um processo que se quer "sério e credível" a central sindical revelou que não estaria presente por questões "de agenda", mas mostrou-se disponível para futuras reuniões.

Depois da divulgação da nota, o Negócios perguntou ao Ministério do Trabalho (MTSSS) se a reunião se mantinha e fonte oficial garantiu que sim.

"A reunião vai decorrer. A UGT foi convidada e não mostrou disponibilidade para reunir nem hoje nem nenhum dia desta semana. O Governo mantém toda a disponibilidade para falar com a UGT quando for possível", respondeu o gabinete da ministra Rosário Palma Ramalho. 

Notícia atualizada às 16:45 com mais informação.

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