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Os três candidatos à presidência do Eurogrupo

Uma espanhola, um irlandês e um luxemburguês disputam esta quinta-feira a eleição para a presidência do Eurogrupo. Vencerá quem assegurar uma maioria simples dos 19 ministros das Finanças do euro. O vencedor assume o lugar a partir do próximo dia 13 de julho.

David Santiago dsantiago@negocios.pt 09 de Julho de 2020 às 10:27
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Nadia Calviño

Além do apoio já declarado de Portugal, transmitido esta semana por António Costa, os relatos da imprensa europeia indicam que Nadia Calviño deverá contar com o respaldo de Alemanha e França. A eleição da ministra espanhola das Finanças permitiria manter praticamente inalterado o equilíbrio político e geográfico que normalmente preside à escolha dos lugares de todo da hierarquia comunitária. A espanhola provém de um país do Sul europeu e integra a família europeia dos Socialistas & Democratas (S&D, centro-esquerda), tal como Centeno. Contra Calviño joga o facto de Espanha ter Josep Borrell como responsável pela política externa.


Pierre Gramegna

O luxemburguês é o mais veterano dos três candidatos na "lide comunitária", sendo ministro das Finanças do Grão-Ducado há mais tempo em funções (seis anos), período em que manteve assento nas reuniões do Eurogrupo e do Ecofin. Gramegna tem inclusivamente a experiência de já se ter candidato à presidência do Eurogrupo na eleição de 2017, que perdeu para Centeno. Integra o grupo europeu Renovar a Europa, o que o pode penalizar na medida em que os liberais assumiram um peso preponderante na distribuição dos atuais lugares de topo da UE. A seu favor poderá ter o apoio dos Países Baixos.


Paschal Donohoe

Ministro irlandês das Finanças desde 2017, Donohoe diz ter ficado amigo de Centeno e mostrou-se disponível para apoiar uma recandidatura do português. Candidata-se em nome da maior família política europeia, o PPE (centro-direita) onde está integrado o seu Fine Gael. Apesar de a candidatura espanhola surgir como a mais forte, a Reuters explica que o irlandês poderá tirar partido de uma eventual decisão do PPE de exigir o voto de todos os ministros de centro-direita em Donohoe. Ainda a favorecer o irlandês está o acordo de governo fechado na Irlanda após vários meses de negociações, o que reduz a incerteza quanto à sua continuidade no cargo de ministro.
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