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António Costa reúne-se com Orbán em Budapeste na terça-feira

O primeiro-ministro, António Costa, desloca-se na terça-feira a Budapeste para uma reunião com o seu homólogo húngaro, Viktor Orbán, no quadro dos encontros bilaterais em marcha para preparar o Conselho Europeu da próxima semana.

Lusa 10 de Julho de 2020 às 14:18
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Depois de ter recebido no início desta semana, em Lisboa, os chefes de Governo de Espanha, Pedro Sánchez, e de Itália, Giuseppe Conte, para preparar a cimeira de 17 e 18 de julho na qual os 27 vão tentar alcançar um compromisso sobre o plano de recuperação económica e social da UE face à crise da covid-19, Costa tem então já previstas duas deslocações no inicio da próxima semana para prosseguir esse trabalho preparatório, pois antes de Budapeste estará em Haia, na segunda-feira à noite, para uma reunião com o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte.

Além das reuniões presenciais, Costa tem mantido nos últimos dias diversos contactos, por telefone e por videoconferência, com outros seus homólogos europeus, tendo conversado na quinta-feira com o primeiro-ministro da Letónia, Krisjanis Karins, e hoje de manhã com a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, indica uma nota hoje divulgada pelo gabinete do primeiro-ministro.

As reuniões de trabalho preparatórias de António Costa com vista à cimeira de chefes de Estado e de Governo que terá lugar dentro de uma semana em Bruxelas -- a primeira presencial desde o início da crise da covid-19 - incluem assim tentativas de aproximação com homólogos de países com posições em larga medida antagónicas às de Portugal relativamente às propostas de um Fundo de Recuperação e de um Quadro Financeiro Plurianual para 2021-2027, como é o caso das 'frugais' Holanda e Dinamarca.

Hoje mesmo, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, apresentou uma proposta revista do plano de recuperação, que reduz o orçamento plurianual 2021-2027 para 1,07 biliões de euros, mas mantém o Fundo de Recuperação nos 750 mil milhões.

A proposta que Charles Michel coloca em cima da mesa com vista a um compromisso entre os 27 ainda este mês, elaborada após contactos bilaterais com os líderes europeus ao longo das últimas semanas, diminui em cerca de 2% o montante global do Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia para os próximos sete anos face à proposta da Comissão (1,1 biliões de euros).

No entanto, mantém o valor do Fundo de Recuperação sugerido pelo executivo comunitário, assim como o equilíbrio entre subvenções e empréstimos, prevendo que dois terços (500 mil milhões de euros) sejam canalizados para os Estados-membros a fundo perdido e o restante (250 mil milhões) na forma de empréstimos.

Para 'agradar' aos países frugais, entre outras medidas o presidente do Conselho Europeu propõe a manutenção dos polémicos 'rebates', os 'descontos' de que beneficiam grandes contribuintes líquidos, para Holanda, Áustria, Dinamarca, Suécia e também Alemanha.

Assumindo que se seguirão negociações complexas e que não subestima as dificuldades, Charles Michel manifestou-se todavia otimista num compromisso e voltou a sublinhar a necessidade e urgência de um acordo, face à gravidade da crise, confirmada pelas previsões económicas publicadas esta semana pelo executivo comunitário.

Na passada terça-feira, durante um debate no Parlamento Europeu, também a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, e a chanceler alemã, Angela Merkel -- que assume a presidência rotativa do Conselho da UE no corrente semestre -- apelaram a um sentido de compromisso dos 27 para que seja possível alcançar um compromisso ainda antes das férias de verão, de forma a que a UE possa dar uma resposta atempada à crise.



ACC // JPS

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