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Economia da Zona Euro sofre contração histórica de 15% no segundo trimestre

O PIB da região encolheu 15% entre abril e junho deste ano, um período marcado pelo forte impacto da atual pandemia.

Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 31 de Julho de 2020 às 10:02
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A economia da Zona Euro encolheu 15% no segundo trimestre deste ano, em termos homólogos, o que representa a maior contração de sempre do PIB (produto interno bruto) da região desde que há registo, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Eurostat.

Esta queda histórica, com comparação anual, foi ainda superior ao que estava a ser estimado (-14,5%) e compara com a contração homóloga de 3,1% registada nos três meses anteriores. Segundo o relatório da estimativa rápida preliminar da instituição de estatística da União Europeia, foi mesmo a maior queda desde que os registos começaram a ser efetuados, em 1995. 

Se tivermos por base os 27 Estados-membros da União Europeia esta contração no segundo trimestre foi de 14,4%, também um registo máximo, bastante acima da queda de 2,5% registada entre janeiro e março deste ano.

Em Portugal, no trimestre do confinamento e do Estado de Emergência, o produto interno bruto (PIB) sofreu uma contração de 16,5% contra o segundo trimestre de 2019. Face ao primeiro trimestre a quebra foi de 14,1%.

O Eurostat alerta que "estas estimativas preliminares do PIB são baseadas em fontes de dados incompletas e sujeitas a mais revisões sob as medidas de contenção devido à covid-19". As próximas estimativas para o segundo trimestre de 2020 serão lançado no dia 14 de agosto.


Queda trimestral histórica
Se a queda homóloga do PIB na Zona Euro foi histórica, em termos trimestrais também o foi, com a economia da região a contrair 12,1% entre abril e junho deste ano, um máximo desde que o Eurostat tem registo. 

Na União Europeia essa queda foi de 11,9%, comparado com os três meses anteriores, altura em que o PIB registou uma contração de 3,2%.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis nesta período em análise, a Espanha (-18,5%) foi quem registou a maior queda do PIB, em relação ao trimestre anterior. Segue-se Portugal (-14,1%) e França (-13,8%). No lado oposto da tabela está a Lituânia, com uma queda de 5,1%.

Na Alemanha, a referencia para o bloco, a pandemia de covid-19 atirou a economia para uma contração de 10,1% no segundo trimestre deste ano, quando comparado com os primeiros três meses de 2020, acima dos 9% previstos pelos economistas. Em termos homólogos, o PIB da maior economia da zona euro afundou 11,7%, também acima do antecipado. 

No final de junho deste ano, o Fundo Monetário Internacional (FMI) atualizou as suas previsões para o crescimento económico da Zona Euro e aponta para uma quebra inédita de 10,2% no PIB. 

Ontem, os Estados Unidos divulgaram que a queda no PIB do país foi de 32,9% no segundo trimestre deste ano, a um ritmo anual. Apesar da descida inédita, os economistas esperavam ainda pior, apontando para uma contração de 34,5%.
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