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Erdogan decreta estado de emergência. ONU acredita que mortos podem chegar a 20 mil

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, anunciou três meses de estado de emergência nas dez regiões mais afetadas pelo terramoto. O sismo já provocou mais de cinco mil mortos.

Diogo Mendo Fernandes diogofernandes@negocios.pt 07 de Fevereiro de 2023 às 15:24
O número de mortos na Turquia, de acordo com o presidente da Turquia, ascende às 3.549 pessoas, ao passo que na Síria os meios de comunicação apontam para 1.600 mortes, totalizando o número de fatalidades em 5.149 pessoas.

Num anúncio televisivo, Recep Tayyip Erdogan afirmou que o estado de emergência serve para assegurar que o trabalho de resgate pode ser realizado "rapidamente" na região sudeste do país.

À medida que a escala do desastre se torna mais visível, o número de mortes aumenta de forma considerável, com os responsáveis das Nações Unidas a preverem que o número de fatalidades possa ascender às 20 mil pessoas. Adelheid Marschang, oficial de emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS), estima que 23 milhões de pessoas, incluindo 1,4 milhões de crianças sejam afetadas pelo terramoto.

"É uma guerra contra o tempo", afirmou o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. "A cada minuto que passa, a cada hora, as chances de encontrar sobreviventes com vida diminuem", acrescentou.

Entretanto, a União Europeia anunciou que mobilizou mais de 30 equipas médicas e de resgate para a Turquia. O apoio está a ser dado por 19 estados-membros, a que se somam o Montenegro e a Albânia. No total, esta mobilização vai colocar mais de 1.200 oficiais da UE no terreno.

"Para termos a certeza que as equipas conseguem trabalhar de forma eficiente no terreno é absolutamente indispensável que tenhamos a autorização e o apoio das autoridades no terreno", disse o porta-voz da Comissão Europeia, Eric Mamer.

"Se esse não for o caso é impossível para as equipas trabalharem de forma eficiente e segura", como é atualmente o caso da Síria, completou. A região da Síria afetada pelo terramoto está dividida entre o governo e rebeldes e a UE não reconhece o governo sírio de Bashar al-Assad.

Também o Reino Unido anunciou que vai enviar uma equipa de resgate de 76 membros para auxiliar na procura por sobreviventes.

De Portugal, parte na quarta-feira, dia 8, uma equipa de 53 elementos para apoiar os esforços de buscas e salvamento. "Nas próximas horas, uma equipa de 53 elementos da Autoridade Nacional de Emergência de Proteção Civil, por elementos da UEPS (Unidade de Emergência de Proteção e Socorro) da Guarda Nacional Republicana e também por elementos da emergência médica, sairá do nosso país para se juntar aos esforços europeus de cariz humanitário de proteção civil e, muito particularmente no caso do apoio português, no âmbito da busca e do salvamento", disse hoje o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, à margem de um encontro com autarcas da região Centro em Coimbra.

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