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Escassez de material na indústria alemã pode persistir por muito tempo, alerta Ifo

"Apenas parte da escassez se deve a uma cadeia de crises que, esperamos, diminuirá nos próximos meses", defende um especialista do "think-tank" alemão Ifo.

A indústria transformadora está entre os setores de atividade que ainda não recuperaram o nível de emprego.
Paulo Duarte
Patrícia Naves patricianaves@negocios.pt 18 de Outubro de 2022 às 14:44
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O Instituto alemão de Investigação Económica Ifo alertou esta terça-feira que a escassez de material na produção industrial alemã pode persistir por um longo período de tempo. "Em certa medida, isso reflete desenvolvimentos duradouros que são resultado de mudanças globais na estrutura de produção – como a crescente procura por semicondutores ou matérias-primas industriais", escreveu o investigador do Ifo Joachim Ragnitz.

"Apenas parte da escassez se deve a uma cadeia de crises que, esperamos, diminuirá nos próximos meses, como por exemplo, as consequências da pandemia de coronavírus ou da guerra na Ucrânia", indicou.

 

Segundo Ragnitz, o declínio populacional pode levar a cortes permanentes de produção na Alemanha no futuro. Há também o risco que a China provoque escassez ou aumento de preços de certas mercadorias. Além disso, a descarbonização pode tornar a produção na Alemanha muito cara.

 

Para evitar consequências negativas para o país como base industrial, Ragnitz diz que as empresas teriam de encontrar novos fornecedores ou tentar adquirir substitutos para bens intermediários particularmente escassos. 

Tal como o Negócios noticiou no final de agosto, citando dados do Ifo, a produção industrial alemã viu algum alívio na escassez de materiais em agosto, mas na altura Klaus Wohlrabe, chefe de inquéritos do instituto, ressalvou que "seria errado olhar para estes dados como um alívio permanente". "O recuo ainda é muito pequeno para despertar o tipo de recuperação na produção industrial que impulsionaria a economia", alertou.

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