Europa Portugal entre os países europeus onde se pagam menos salários baixos (Cor.)

Portugal entre os países europeus onde se pagam menos salários baixos (Cor.)

A percentagem de pessoas a receber dois terços do rendimento médio bruto por hora em Portugal é a quinta mais baixa entre os países da Zona Euro. Mas também é o quinto país onde se recebe em média menos por hora trabalhada. Os dados são de 2014.
Portugal entre os países europeus onde se pagam menos salários baixos (Cor.)
Bruno Simão
Sara Antunes 08 de dezembro de 2016 às 10:28

A percentagem de trabalhadores que recebe um salário que corresponde a dois terços do rendimento médio bruto por hora era de 17,12%, em 2014, na União Europeia e de 15,9% na Zona Euro, de acordo com a informação divulgada esta quinta-feira, 8 de Dezembro, pelo Eurostat.

 

O país que regista a percentagem mais baixa de trabalhadores a receberem este nível de rendimento é a Suécia, onde apenas 2,6% das pessoas ganham dois terços da média. Isto na União Europeia. Tendo em consideração apenas os países da Zona Euro, é na Bélgica que a percentagem é menor (3,8%).


Do lado oposto está a Letónia, onde 25,5% dos trabalhadores recebem abaixo da média.

 

Em Portugal, 12% dos trabalhadores recebiam, em 2014, um rendimento desta porporção. Esta é a quinta percentagem mais baixa entre os países da Zona Euro e a sétima entre todos os estados-membro da União Europeia – sendo que dois países não têm dados: a Grécia e a Croácia.

 

Já quando analisados os dados sobre o valor médio pago por hora em cada país, Portugal surge entre os valores mais baixos. A média da União Europeia é de 13,2 euros e da Zona Euro 14,1 euros. Em Portugal era em 2014 de 5,1 euros, menos de metade do que era pago, em média, nos países que partilham o euro.

 

Os valores médios mais elevados eram pagos na Dinamarca (25,5 euros por hora) e os mais baixos na Bulgária (1,7 euros).

 

O Eurostat adianta que na União Europeia, em 2014, 21,1% das mulheres empregadas recebiam abaixo da média, o que compara com 13,5% dos homens. Um terço dos empregados com menos de 30 anos estavam neste patamar o que compara com uma percentagem de 14% quando analisadas as faixas etárias entre os 30 e os 59 anos. 

(Correcção: o indicador do Eurostat não é o salário mínimo, mas sim um valor que corresponde a dois terços do rendimento médio bruto por hora)